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Fatboy Slim conta o que está preparando para o show no Brasil

Hoje, entrevistamos Fatboy Slim para o Portal da RedeTV – durante a passagem do músico pelo Brasil para o UMF Brasil.

Entrevista: Bruna Buzzo. Pauta e câmera: Ariane Lossolli. Narração: Felipe Pinheiro.

Não foi possível embutir o vídeo, então guardo o link AQUI.

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5 na 25

Ao sair da 25, o mineiro valadarense @andreeler diz “Adoro São Paulo!”. Era sua primeira vez ali.

Mas Carol, Olinda e eu, que já haviamos estado neste que é o maior núcleo de comércio popular paulistano outras vezes, também saímos de lá sorridentes: a 25 é um desses lugares que sempre tem boas histórias para contar e que costuma surpreender, apesar de ser aparentemente previsível.

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Instigados por um trabalho da disciplina de Projetos em Televisão, do curso de jornalismo da ECA/USP, fomos à Rua 25 de março filmar o que se passa por lá para depois contar uma história em 5 min, sem entrevistas, apenas com as imagens e o som ambiente.

A ideia do vídeo “5 na 25” surgiu em uma reunião de pauta improvisada na qual pensávamos em ideias, após termos nossas filmagens canceladas devido à chuva no dia de um evento ao ar livre que pretendíamos filmar. Creio que saímos no lucro com aquela chuva que naufragou as filmagens.

Filmaríamos algumas performances artistas ao ar livre, parte de um evento de body art (a Frrrkcon), organizado pelo entrevistado do primeiro vídeo (que deveria deveria narrar a história de alguém através de seu depoimento), Luciano Iritsu, body artist que tem um estúdio de piercing e tatuagem na Rua Cardeal Arcoverde, aqui em São Paulo.

Foi interessante tomar contato com um mundo completamente diferente daquele no qual vivemos, mas para o segundo vídeo achei legal que o tema tenha mudado. Uma das coisas que mais me encanta no jornalismo é essa possibilidade de conhecer e descobrir situações novas.

A mesma rua, um outro olhar
Foi a primeira vez que fui à 25 de março depois de entrar na faculdade. Me lembro de ter comprado brinquinhos coloridos da última vez – devia ter uns 14 anos – era um sábado de sol e as ruas estavam extremamente lotadas. Faz tempo. Não havia ambulantes anunciando pendrives (ainda não era a era dos pendrives!): esta me pareceu a única mudança.

Desta vez, a manhã ensolarada de sexta-feira convidava ao comércio popular. Estavam todos lá: sacoleiros, camêlos, pechinchas e vendedores que tentam empurrar produtos nos consumidores. Tudo igual.

Mas desta vez eu não era uma menina querendo comprar bujigangas. Fui ali como jornalista, atenta às pessoas e não aos produtos, e mais do que apenas me divertir com os gritos das propagandas, parei para olhar e fazer perguntas. E a lotação da rua não me aborreceu, diferente do que ocorre quando você é um consumidor: aí sim, lotação é igual a chateação. Neste caso, a lotação rendeu bons momentos para a filmagem!

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Bons momentos
Logo na esquina da Porto Geral com a 25 de março, ainda no começo de nossa filmagem, vimos uma equipe de tv filmando um camelô que gritava “Coca-cola um real, coca-cola um real”. Fomos filmá-los. Estavam fazendo a propaganda de uma nova embalagem de Coca-Cola e logo que nos viram também quiseram nos filmar. Entrevistaram o Olinda que, fanático por Coca, respondeu mecanicamente àquelas perguntas toscas de entrevistadores publicitários, mas se propôs a comprar a nova embalagem por uma real.

Entregou uma nota de 2 por duas embalagens. Filmada a transação, o sucesso do vendedor que prova no vídeo que seu produto é uma boa opção, o dinheiro foi devolvido, e a Coca obtida. Divulgação. Aí quiseram nos filmar bebendo o refrigerante. Aceitamos, mas não gostaríamos de aparecer no vídeo depois. Quase pedi pra cortarem na edição!

A parte divertida, no entanto, veio a seguir. André perguntou ao entrevistador se ele fizerá jornalismo, ele disse que começou na PUC-MG, mas desistiu, jornalismo não dá dinheiro, diz, mas nos incentiva a continuar no curso: “é legal, terminem!”. Ele mudou para publicidade e tem talento para tal. No final da conversa, brinca, antes de se despedir: “Jornalismo não dá dinheiro, por isso precisa Coca-cola um real!”, um dos membros de sua equipe ri: “Cara, você é um merchan ambulante!” Rimos todos. E seguimos animados pela rua.

Mais adiante filmaríamos ainda a vergonhosa cena do André tentando aprender a tocar um apito que, tocado pelo vendedor, diz “ai, ai, ai”, num tom lastimoso. Coisinha vagabunda, brinquedo de criança. 3 reais e um barulhinho que depois de um tempo fica irritante. André e Olinda levaram 2 por 4 reais, no melhor estilo 25 de ser. O Olinda pegou a do apito mais rápido e depois quem ficou se lamentando fomos Carol e eu. Brinquedo novo na mão de criança boba. Como a câmera. Diversão garantida.

Luciano Iritsu – body artist

Depoimento do body artist Luciano Iritsu, realizado por André Eler, Bruna Buzzo, Carolina Rossetti e Marcos Guerra para a disciplina de Projetos em TV, do curso de Jornalismo da ECA/USP.