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Outra versão: Comer Rezar Amar

No longa ‘Comer Rezar Amar’, que estreia nesta sexta-feira (01), Julia Roberts vive Elizabeth Gilbert. Adaptação do livro homônimo da própria Elizabeth Gilbert, o longa retrata a busca da escritora por sua essência perdida, após uma crise de identidade e um divórcio.

Em sua procura, Liz sai pelo mundo, onde conhece o prazer de comer na Itália, o poder da oração na Índia e, por fim, encontra um novo amor em Bali – vivido por Javier Bardem, que interpreta o brasileiro Felipe. O amor deu origem ao segundo livro de Gilbert, ‘Comprometida’, mas Bardem, como brasileiro, nos faz rir. Apesar do bom português, o espectador brasileiro identifica o sotaque de Portugal nas poucas falas em que Bardem se arrisca em nosso idioma. O ator tentou, mas não foi dessa vez, Bardem!

A versão cinematográfica de ‘Comer Rezar Amar’ traz boas cenas e alguns momentos que provocam reflexões de vida, especialmente para as mulheres, que se identificam com a situação de Liz. O espectador (ou a espectadora, talvez, já que o filme é muito mais voltado para as mulheres) sai do cinema leve, apesar dos 140 minutos de filme – que, por vezes, se estende que algumas cenas.

Apesar de torcermos pelo sucesso das buscas amorosas de Liz pelos países pelos quais passa, a dependência da personagem em relação aos homens é questionável. A escritora sempre precisa se apoiar em um homem para se realizar plenamente. Embora questionada pela amiga Delia (Viola Davis), que lhe diz que ela sempre assume os trejeitos dos homens com os quais está, tal premissa não se quebra em nenhum momento do filme.

Texto escrito e publicado sexta-feira (01) no Portal da RedeTV.

Arthur Veríssimo lança ‘Karma Pop’

O jornalista e apresentador do Manhã Maior Arthur Veríssimo lançou nesta quinta (30) em São Paulo seu primeiro livro, ‘Karma Pop’, que conta histórias e traz uma seleção de fotos tiradas por Veríssimo em 17 viagens pela feitas pela Índia ao longo de 20 anos. O grande interesse do jornalista eram as festas religiosas, as cores e a cultura do povo indiano.

Veríssimo afirma que, no livro, procurou fazer uma síntese do que viu nessas 17 viagens. “As cores borbulham por todos os cantos da Índia”, diz, explicando que, seja na rua, seja nas roupas dos monjes e sacerdotes, “os matizes do nascer do sol marcam o colorido do país”.

Em sua maioria imagético, ‘Karma Pop’ teve curadoria do fotógrafo Ruy Mendes, que selecionou quais fotos entrariam no livro. “Ele passou mais de um ano debruçado sobre meus arquivos, pesquisando entre as mais de 35 mil fotos que eu tenho da Índia”, conta Veríssimo. O trabalho de Mendes foi ainda mais difícil pois nem todas as fotos são digitais, revela Veríssimo, “nós buscamos e selecionamos negativos e cromos, foi um processo trabalhoso e demorado”.

Entre as pessoas que ele conheceu na Índia, ele destaca a sabadoria que ouviu de um sábio. “Quando cheguei há 5 mil metros de altitude, no Himalaia, depois da nascente do Rio Ganges, conheci um homem que acredito tinha mais de 150 anos, um verdadeiro sábio, que me passou muitos ensinamentos.”

Em ‘Karma Pop’ há também a foto de um homem que está há mais de 30 anos com o braço levantado. A história impressiona os leitores do livro, como a apresentadora Eliana, dona da editora que lançou o livro de Veríssimo e que prestigiou o lançamento: “são histórias impressionantes, eu que nunca estive na Índia me senti lá, é tudo muito rico e colorido”, disse ao RedeTVi.

O interesse pelo país retratado em ‘Karma Pop’ surgiu desde pequeno. Verissímo conta que sua mãe era professora de yoga e seu pai sempre teve uma vasta e inspiradora biblioteca. Com as viagens, ele aprendeu a ter humildade, respeitar os protocolos, os seres humanos e ter muita versatilidade, segundo define: “E são esses ensinamentos que procuro passar para os leitores, abrir a consciência e os horizontes dos brasileiros para o sagrado e o profano na Índia.”

Matéria escrita e publicada sexta-feira (01) no Portal da RedeTV.

Comer, Rezar, Amar

Sempre carismática, Julia Roberts vive a escritora Liz Gilbert no longa ‘Comer, Rezar, Amar’, adaptação do bestseller homônimo e autobiográfico com o qual Elizabeth Gilbert alcançou a fama mundial. Após um divórcio e uma crise existêncial, Liz decide deixar tudo para trás e viajar pelo mundo, onde conhece o prazer de comer na Itália, o poder da oração na Índia e, por fim, encontra um novo amor em Bali.

Lançado em 2006, o livro já vendeu mais de 8,5 milhões de exemplares em todo o mundo e o filme, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (01), aposta no charme de sua protagonista e na bela paisagem das locações. Filmado nos três países em que se passa a história (Itália, Índia e Bali, na Indonésia), o longa retrata a fuga de Liz de sua vida já estabelicida e acomodada.

Após 8 anos de casamento, a escritora entre em crise, se separa, repensa sua vida e, após um rápido namoro com David (James Franco), decide deixar tudo para trás e buscar sua felicidade pelo mundo. A personagem, então, passa um ano viajando. A história parece um desprendimento repentino (e financeiramente audacioso). Na vida real, no entanto, Elizabeth financiou seu ano de aventuras com o adiantamento do livro que escreveria sobre tal viagem.

Na volta, ela ganhou um novo marido e também o sucesso financeiro. A aventura gerou ainda seu segundo livro, continuação do primeiro, intitulado ‘Comprometida’, que conta a história de seu casamento com Felipe, o brasileiro que Liz conheceu em Bali no final de ‘Comer, Rezar, Amar’ – e que no filme é interpretado por Javier Bardem.

Como brasileiro, Bardem falha no sotaque, que nos faz rir: embora tenha um bom português (o ator já morou em Buzíos e em Fernando de Noronha), o sotaque é de um europeu que aprendeu português em Portugal. Como ator, no entando, o espanhol dá um show em cena, mesmo aparecendo apenas no final do longa. Julia Roberts é simpática e, cada vez mais bonita, contagia a todos com seu carisma.

A versão cinematográfica de ‘Comer Rezar Amar’ traz boas cenas e alguns momentos que provocam reflexões de vida, especialmente para as mulheres, que se identificam com a situação de Liz. O espectador (ou a espectadora, talvez) sai do cinema leve, apesar dos 140 minutos de filme – que, por vezes, se estende em algumas cenas e falha em outras.

Estereotipando países, a aventura de Liz retrata as boas massas da Itália, o colorido da Índia e o lado zen de Bali. A mistura é harmoniosa, embora pipoquem clichês da tela. Mas, no final, o objetivo é cumprido: como espactador, você se envolve e acaba torcendo pela felicidade de Elizabeth, mesmo que, no fundo, seja visível que ela não consegue ser feliz sozinha, apenas apoiada em um homem.

Texto escrito e publicado sexta-feira (01) no Portal da RedeTV.