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A Morte de Ivan Ilitch

Ao final da leitura, sobra uma estranha sensação de fragilidade. O perigo é bater em algum elemento banal e acabar morrendo disso, sendo também banal sua vida, como a de Ivan Ilitch, o personagem com o qual Tolstói perturba sua vida em 90 pequenas páginas nesta novela.

A morte é dada no título e logo no primeiro capítulo. Mas é em cada fonema agoniado que cresce o desconforto. Do personagem e do leitor. É da vida miserável de Ivan Ilitch que queremos fugir. Não por ter sido penosa, mas por sua banalidade.

O professor de Estudos Literários recomendou a leitura para uma sala composta em sua maioria por jovens de 17/18 anos. Talvez em alguns anos esquecem do que leram e venham a ser como o personagem, vivendo no limite do socialmente aceitável e – em último caso – morrendo disso.

Não sou muito mais velha que meus colegas de sala, mas fechei o livro pensando em tanta gente que conheço, com uma tristeza que me fez querer escrever este post e recomendar a leitura da novela. São poucas páginas nas quais Ivan é cada um que se deixa morrer aos poucos. E dá medo de ser como ele.

Ator de ‘Os Fantasmas se Divertem’ morre no Reino Unido

O ator Glenn Shadix, que ficou conhecido por seu personagem Otho no filme ‘Os Fantasmas Se Divertem’ (‘Beetlejuice’), de Tim Burton, morreu na última terça-feira (07) em sua casa em um condomínio de Birmingham, no Reino Unido, segundo informou o site britânico local The Birmingham News.

Nascido em Bessemer, no Alabama (EUA), em 15 de abril de 1952, o ator tinha 58 anos e havia se mudado para a Inglaterra há quatro ano para ficar mais perto de sua família.

Sua irmã, Susan Gagne, disse ao periódico local que Shadix estava tendo problemas de mobilidade e andando em uma cadeira de rodas: “Parece que ele caiu e bateu a cabeça no chão da cozinha, o que causou sua morte”.

Além de ‘Os Fantasmas Se Divertem’, Shadix também trabalhou com Tim Burton em ‘O Estranho Mundo de Jack’ e no remake de ‘Planeta dos Macacos’.

No site oficial do ator, sua família deixou uma mensagem para os fãs informando que seu velório será realizado em uma igreja batista em Birmingham, no próximo sábado (11), às 14h.

Notinha escrita e publicada hoje no Portal da RedeTV.

Mas, segundo a Folha, foi no Alabama que ele morreu…

Michael Jackson: vivo ou morto?

No dia 25 de junho de 2009 falece Michael Joseph Jackson, vítima de uma overdose de Demerol, um analgésico semelhante à morfina. Ao menos é o que consta em seu atestado de óbito.

O verdadeiro nome completo do grande astro do pop, no entanto, era Michael Joe Jackson. E, para quem acredita que ídolos nunca morrem, um nome trocado em um documento oficial é o suficiente para acreditar que a possibilidade de cruzar com o astro por aí ainda existe.

E as teorias de que o cantor ainda está vivo não param por aqui. Para os fanáticos, o corpo no caixão não era de Michael. Aliás, havia corpo no caixão? Você viu? Eles não viram. E, como Tomé, de tudo duvidam.

Neste culto ao ídolo do pop, minutos após sua morte foi registrado na web o domínio www.michaeljacksonhoaxdeath.com, que em uma tradução livre seria ‘morte-de-michael-jackson-foi-forjada.com’. O texto inicial pode até convencê-lo: são mais de 140 motivos para duvidar da morte de Michael, de trocas de nomes, que podem perfeitamente ser meros enganos de registro, a indícios de que o cantor teria forjado sua morte para fugir da falência bancária, já que a família Jackson conseguiu quitar todas as dívidas deixadas pelo astro e ainda saiu com um lucro que ultrapassa os 500 milhões de dólares – só com músicas, discos relançados e singles faturaram US$ 429 milhões e com o documentário ‘This is It’ vieram mais US$ 392 milhões, fora o dinheiro que veio com outros produtos.

MJ não morreu
Dentre tantas viagens levantadas para defender que Michael Jackson ainda estaria vivo, as melhores teorias se baseiam em uma foto do cantor durante o processo de ressucitação: uma foto em boa resolução, que o mostra dentro da ambulância com vidro escuro. Impossível? Provavelmente uma foto forjada, já que, se fosse verídica, o fotógrafo apareceria refletido no vidro.

Após a autópsia do suposto corpo, um cirurgião plástico mostrou que o relatório oficial continha informações equivocadas sobre procedimentos cirúrgicos realizados pelo cantor. O texto do Instituto Médico Legal diz que o corpo tido como o de Jackson apresentava cirurgias plásticas na orelha, uma das poucas partes do corpo em que o cantor não mexeu. Já sobre plásticas no nariz o relatório não diz nada.

Um outro fato interessante foi a aparição de um amigo de Michael no programa do apresentador Larry King, na CNN norte-americana, durante a semana de seu enterro. Dave Dave também sofria com problemas de pele e tinha o rosto deformado por doenças crônicas; certa semelhança física é apontada entre ambos e muitos acreditam que quem morreu foi este amigo. O ‘Dave Dave’ que conversou com Larry King seria, então, o próprio Michael disfarçado.

Muitas das fotos apresentadas como provas de que o cantor morreu são proveniente da agência ‘The National Photo Group’. Para os descrentes da morte, a agência fabricou provas do óbito de Jackson, dando cobertura ao astro em sua busca por uma vida tranquila. Para este grupo que vê teorias conspiratórias em tudo, não há dúvida de que é tudo montagem.

Você vê a loia ali no meio? Dizem por aí que era MJ disfarçado.

Você vê a loia ali no meio? Dizem por aí que era MJ disfarçado.

Amigos intímos
Agora reflita um minuto. Quem melhor do que um amigo próximo para dizer se Michael Jackson está vivo ou não? O paulista Dirceu Jackson diz ter certeza de que o Rei do Pop não morreu. “Foi tudo planejado desde 1989, isso é evidente”, afirma, categoricamente, zombando de quem possa crer, ingenuamente, que seu amigo pessoal esteja morto.

Dirceu conta que, antes do sumiço, conversou com o cantor pelo MSN e ele lhe avisou de que a turnê prevista para julho de 2009 talvez não acontecesse. “Eu ia no show, em Londres. Alguns dias antes do sumiço, o Michael me disse: ‘Acho que nem vai ter show’.” Era o descanso previsto desde 1989, quando Michael lançou o single ‘Leave me alone’.

O esquema, segundo Dirceu, estava combinado com toda a família do cantor. Até o choro dos filhos de Michael, durante o funeral, seria “fruto da emoção do momento”. Desde junho passado, Dirceu mantém um blog em que fala sobre os fatos que provam que MJ não morreu. Ele conta ainda que possui um arquivo com mais de 100 fotos e cerca de 15 vídeos que mostram aparições do cantor após sua “morte”.

O astro está vivo e, segundo Dirceu, planeja uma volta gloriosa na época de seu aniversário, em agosto, quando deve ser lançado o disco Ressurreição, com 12 canções inéditas, entre elas o single ‘Live ou Dead’, uma provocação, afirma o amigo e fã.

Pena que, no caso do Rei do Pop, sua morte rendeu bem mais do que quando ele estava vivo. A morte quitou suas dívidas e ainda apagou as lembranças de seus processos e escândalos. Para quê voltar?

Matéria escrita e publicada no Especial 1 ano sem Michael Jackson do RedeTVi.

Por uma vida mais consciente

Posted on 27/outubro/2008 by Cinéfilos1 comentário

De volta à telas de cinema, o diretor Wim Wenders apresentou Palermo Shooting ao público da 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Seu novo filme é um tributo a dois grandes mestres do cinema: Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman, que morreram no mesmo dia, em 30 de julho de 2007, e antes do término das filmagens de Palermo.

O filme tem como personagem principal um fotógrafo, assim como Depois daquele beijo, 1966, de Antonioni, que irá de encontrar com a Morte, tal qual o cavaleiro de Bergman em O Sétimo Selo, de 1956. Finn Gilbert (Campino) é um fotógrafo e professor universitário que vai à pequena cidade de Palermo, na Itália, em busca de calma e sentido para a vida vazia que leva na Alemanha.

No ápice de suas insônias e confusôes mentais, Finn sofre um acidente que poderia tê-lo matado e começa a repensar sua vida e o que fez dela até então. Usando um ensaio fotográfico como pretexto, vai à Palermo para longas férias. Ali, o fotógrafo se encontra com a Morte diversas vezes durante o desenrolar da trama. Em seus passeios pela pequena cidade, fotografa o interessante à sua volta, é evitado por uma tímida ovelha e conversa com uma fotógrafa que retrata a morte e a transitoriedade das cenas, objetos e pessoas.

Ainda dominado pela dificuldade em dormir, Finn adormece em um local público e é desenhado por Flavia (Giovanna Mezzogiorno), uma moça que trabalha na restauração de um quadro no Museu de Arte da cidade. O jovem acredita estar sendo atacado por um arqueiro que deseja matar-lhe e confia sua história à Flavia, única a acreditar no rapaz devido ao longo contato com o quadro “O Triunfo da Morte em Palermo”, que retrata justamente a morte, sem face, como cavaleiro(a) e arqueiro(a).

Mais dinâmico que outros filmes de Wenders, Palermo Shooting reflete sobre os valores que atribuímos à vida e morte, esta última sempre vista como vilã, sobre a fotografia, as novas tecnologias e a sociedade da imagem na qual vivemos. Em algumas cenas, a citação a pensadores como Jorge Luis Borges e José Saramago é bastante clara e Wenders defender muito bem suas idéias nas falas de seus personagens.

A fotografia e a trilha sonora merecem destaque a parte: Finn é viciado em fones de ouvido e, em muitas cenas, a música pára, aumenta ou abaixa de acordo coma atitude do fotógrafo em relação aos fones. A escolha das músicas também foi muito bem pensada, harmonizando com a velocidade ou não das cenas. A grande maioria deste longa se desenvolve em tons escuros. No campo, mais calmo e próximo de Flavia, a fotografia abre para lindas cenas da paisagem italiana, em oposição ao cinza da Alemanha em que o jovem Finn vivia.

Na Mostra de Cinema de São Paulo, o filme será exibido pela última vez hoje (27), às 19h50, na sala 2 do HSBC Belas Artes (R. da Consolação, 2.423, tel. (11) 3258-4092). O ingresso custa R$7 e vale a fila!

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.