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Livro retrata peripécias amorosas entre rapaz e prostituta

Foi com um estilo rápido e pouco descritivo que Estevão Romane escreveu seu primeiro romance, ‘Eu amei Victoria Blue’. Recém-lançado, o livro é autobiográfico e conta a história do relacionamento que o autor teve com Fernanda, uma garota de programa de codinome Victoria Blue.

Quando se conheceram, Estevão, que no livro se chama Davi, não sabia como Fernanda ganhava a vida. Ambos brasileiros, eles se cruzaram em Nova York e se envolveram em um forte relacionamento, muito marcado pela questão sexual. A grande motivação da trama, no entanto, é o mistério que cerca a moça: “Quando descobri comecei a rir: ela é uma mulher cheia de morais e princípios, achei estranho”, contou Romane ao RedeTVi.

Eles passaram oito meses juntos sem que o jovem conhecesse a profissão de sua namorada. Depois que descobriu, foram mais oito meses para superar o trauma e conseguir externá-lo em palavras. “A ideia de escrever o livro veio logo após a descoberta. Depois de passar vários momento com ela eu quis escrever sobre isso, é uma história muito boa e que precisava ser dividida. Eu comecei a escrever logo que descobri, mas depois travei, passei oito meses sem conseguir escrever”, disse o escritor, que demorou um ano e meio para concluir seu primeiro trabalho.

Apesar de se assumir como autobiográfico, Romane criou para si um alterego: Davi. Pode parecer estranho, mas ele explica que quis dar uma chance aos personagens: “Não queria nos deixar presos ao livro. Os personagens são eternos e imutáveis, mas nós, que vivemos aquela história, não podemos ficar presos ao livro. Tem coisas que eu fiz na época que eu não faria hoje.”

Quando descobriu a farsa de Fernanda, Romane simplesmente acabou o namoro: “Percebi que o caráter dela era muito diferente do que ela havia me dito, ela mentiu para mim em vários aspectos, não só sobre sua profissão. Nunca contei para ela que eu descobri. Não queria destruir o mundo que ela tinha criado para mim, tive medo que ela surtasse.

Depois que voltou para o Brasil, o escritor não teve mais notícias de sua ex-namorada: “Pelo que eu sei ela se casou com um americano e está tirando o green card.” Ele diz que não escreveu o livro pensando na reação que a moça terá quando ler a história dos dois: “Acho que ela vai acabar sabendo do livro, mas sua reação é imprevisível. Uns dois meses antes de descobrir que ela era garota de programa, e isto está no livro, eu falei pra ela que ia escrever um livro sobre ela. Só não imaginava que seria assim.”

Pego de surpresa com o fim dramático de seu relacionamento, Romane construiu sua história de forma pessoal e bastante informal. O livro tem uma narrativa leve, com muitos diálogos e poucas descrições. O começo empolga na saga entre o rapaz (hoje com 23 anos, mas que na época tinha 20) e sua vizinha – um enredo semelhante ao de filmes como ‘Show de Vizinha’ ou ‘O Pecado mora ao lado’, com uma bela moça que se envolve com um jovem um tanto quando desajeitado. A narrativa perde força no final, mas, como Romane diz, “é uma história que vale a pena ser contada.”

Matéria escrita e publicada terça-feira (07) no Portal da RedeTV.

O Brasil está com tudo

Em menos de 15 dias, Ricardo Darín e Francis Ford Coppola passaram pelo Brasil. Os dois estiveram em São Paulo: Darín foi homenageado pela 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul e participou da pré-estreia de seu novo filme como protagonista, ‘Abutres‘, que estreou nesta sexta (03) no circuito comercial. Coppola também apresentou seu trabalho mais recente por aqui, o diretor veio exclusivamente para divulgar ‘Tetro‘.

Na última quarta-feira (01), Coppola conversou com a imprensa à tarde e participou da pré-estreia de ‘Tetro’ de noite, para a alegria dos paparazzi, que não deixaram o diretor em paz, afastando até os fãs que desejavam tietar. Era igualmente incomodado pelos flashes quando iniciou a coletiva de imprensa. Felizmente, os jornalistas presentes pareciam agradar com seus questionamentos. Em sua maioria, com um ar de idolatria, muitos de nós pensando que não sabiam sequer por onde começar suas perguntas ao diretor. E, na dúvida, optavam pelo silêncio.

As perguntas foram poucas, mas Coppola falou como um verdadeiro mestre, ensinando lições de cinema, ainda que breve, aos jovens ali presente. Em sua fala, sempre humilde, o cineasta falou de sua paixão pela literatura latino-americana, que o levou a escolher Buenos Aires como cenário. Revelou também que quis fazer um filme “como se fosse um estudante” e disse que agora só quer fazer filmes “para aprender, não pelo dinheiro ou pelo sucesso.” Ele já não precisa.

E não somos só nós que sabemos disso, ele mesmo fala que já não se importa mais com a crítica ou com o sucesso de seus filmes. Está velho demais para isso, parece dizer, com sua barba branca e os cabelos levemente desgrenhados, enquanto nós ficamos pensando “o senhor já está famoso demais para isso”. Senhor, sim, porque é até difícil imaginar tratar o poderoso chefão em pessoa de outra forma.

Apesar disso, e apesar também de não disfarçar o mal-estar que os fotógrafos lhe causam, Coppola é simpático com os repórteres. Na coletiva, não exitou em desautorizar a assessora de imprensa, que queria encerrar a festa dos jornalistas. “Mas já? Eu mal comecei!”, brincou Coppola, perguntando quem ainda tinha perguntas a lhe fazer. Eram quatro e ele se propos a responder todas elas. Na pré-estreia, desta vez assediado por repórteres de televisão, também foi simpático em seus comentários, elogiando o cineasta Walter Salles e o cinema brasileiro. Coppola será o produtor de ‘On the Road‘, road movie que o Salles está filmando com Kristen Stewart.

Já Ricardo Darín, possivelmente o maior ator argentino da atualidade, foi tão protegido por sua assessoria de imprensa que os fotógrafos mal tiveram tempo de assediá-lo. (Mas quando nos deixaram fotografá-lo, ele foi simpático e receptivo, um gentleman). No último dia 19, mesmo dia da abertura da 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul em São Paulo, o ator participou de uma coletiva de imprensa na Cinemateca Brasileira. Modesto, ele disse que não se julga merecedor de homenagens e discordou do repórter que lhe perguntou se ele era o ator mais famoso de seu país.

Depois do sucesso de ‘O Segredo dos Seus Olhos‘, que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009, Darín volta às telas com ‘Abutres’, de Pablo Trapero (‘Leonera‘), em que interpreta um advogado que perdeu sua licença e foi trabalhar em uma Fundação que explora os acidentados em vias públicas, ajudando-os a obterem dinheiro de suas seguradoras de vida, mas retendo boa parte da indenização. São os apelidados “abutres”.

Em um ambiente hostil, como o próprio ator define (o filme se passa na região periférica de Buenos Aires), seu personagem Sosa conhece Luján (Martina Gusmán), uma paramédica que atende os acidentados. O amor dos dois motiva o protagonista a querer sair de seu emprego, mas, em um negócio escuso, nada é tão simples.

O filme é triste, com uma violência seca. Retratando uma situação difícil sem meias palavras e mostrando até que ponto as pessoas chegam por dinheiro. ‘Abutres’ guarda alguma semelhança com ‘Tetro’ em seus retratos das relações humanas. Ambos os filmes são memoráveis, bem como a passagem de seus realizadores pelo Brasil.

Texto escrito e publicado hoje no Vereda Estreita.

Coppola: “Quis fazer um filme como se fosse estudante”

Francis Ford Coppola veio ao Brasil para divulgar seu novo filme, ‘Tetro’, uma produção independente que ele mesmo financiou. Após adiar sua visita por problemas técnicos com seu avião, o diretor de sucessos como a trilogia ‘O Poderoso Chefão’ e ‘Apocalypse Now’ revelou à imprensa na tarde desta quarta-feira (01) que, desta vez, “quis fazer um filme como se ainda fosse estudante”.

Em ‘Tetro’, Coppola assina direção, roteiro e produção. Foi um trabalho realizado com uma equipe pequena: “Gosto de trabalhar com uma equipe pequena, torna o filme mais pessoal”, revelou, bem-humorado, dizendo que é sempre bom trocar experiências com pessoas de todas as idades: “É bom ter a experiência de velhos colegas e o entusiasmo dos jovens.”

Majoritariamente filmado em preto e branco, com os momentos situados no passado em cor, ‘Tetro’ conta a história de uma família marcada pela rivalidade. O protagonista, interpretado por Vincent Gallo e que dá nome ao filme, é um homem emocionalmente instável, que foi muito afetado pelos problemas envolvendo seu pai, seu irmão e uma ex-namorada.

Coppola disse que, no processo de criação do longa, quando se perguntou sobre o que gostaria de falar, percebeu que era sobre sua família, sobre sua relação com seu irmão: “Fazer um roteiro é obter respostas, quando você faz um filme você aprende muita coisa. Então, quando o assunto é pessoal, o prazer é duplo: além de aprender, você aprende sobre si mesmo. Cada filme é um aprendizado sobre algo. Faço filmes para aprender, não pelo dinheiro ou pelo sucesso.”

Como seu personagem, Gallo é muitas vezes considerado um ator difícil. Mas o diretor revelou que não teve problemas filmando com ele: “Nunca tive problemas com nenhum ator. Qualquer que seja o problema, ele pode ser contornado com compreensão: basta você aceitar o ator, mostra para ele que você tem confiança no trabalho dele.”

Sobre o uso da fotografia em preto e branco, Coppola revelou que sempre quis fazer esse filme em p&b: “O preto e branco é lindo e expressa metaforicamente as cores. Em um filme colorido você pode ser preguiçoso, no p&b não, você tem que usar vários tons de cinza, diferentes luzes… Eu queria fazer um filme em preto e branco, pois [esse recurso] traz uma certa realidade poética.”

Assista o trailer de ‘Tetro’:

Matéria escrita e publicada hoje no Portal da RedeTV.

Astro pornô internacional fala de seus novos filmes

François Sagat veio ao Festival MixBrasil de Diversidade Sexual e conversou com o RedeTVi.

Tentei colocar o vídeo que foi publicado dia 23 no portal da RedeTV embutido aqui, mas deu erro. Assim, guardo o link AQUI. A narração é da Daniela Teixeira. Câmera: Thaís Mayumi. Eu fiz produção, pauta e a entrevista com o Sagat, que veio ao MixBrasil divulgar os filmes “L.A. Zombie” e “Homem no Banho”, novo longa de Christophe Honoré (“Canções de Amor“, “Em Paris”).

Maureen Miranda faz sua primeira exposição solo em SP

A artista plástica, atriz e diretora Maureen Miranda, de 34 anos, inaugura nesta quinta-feira (18) sua primeira exposição solo em São Paulo. Além de desenhar, Maureen também já participou de minisséries televisivas, como ‘Som e Fúria’, e dirigiu peças de teatro. Natural de Curitiba, agora a moça expõe suas “rainhas” na capital paulista na exposição intitulada ‘Queen of Myself’ [que segue até dia 29 no Tu mercado de arte e moda].
No total, a artista realizou 42 desenhos especialmente para o evento. A temática das obras é o universo feminino e as técnicas utilizadas – como bico de pena, canetinha, aquarela e também algumas colagens com renda – ajudam a dar um tom suave à exposição.

Maureen revelou ao RedeTVi que sua inspiração vem do cotidiano, “das coisas que vejo na rua, dos sentimentos e também de acordo com o que eu estou vivendo.” A música também tem um influência forte para ela: “Às vezes coloco uma música e a inspiração vem da própria música.”

Atriz há 11 anos, ela se profissionalizou como artista há 5, mas ela conta que desenha desde criança. “A inspiração vem de casa, minha mãe também é artista plástica e meu pai pinta e mexe com sucata, na escola eu já fazia quadros!”

Maureen diz que só agora teve dinheiro para montar uma exposição solo em São Paulo: “É importante expor em São Paulo, porque é onde as coisas acontecem, é onde as coisas são vistas pelas pessoas que se preocupam com isso, é o polo de arte. Quero mostrar minha cara como artista plástica em São Paulo.”

Além de seus trabalhos autorais, a desenhista também desenvolve trabalhos sob encomenda para revistas e obras publicitárias. Mas com essa exposição espera que o público se emocione: “Meus desenhos são muito oníricos, melancólicos, espero que seja uma exposição emocionante.”

Matéria escrita e publicada dia 18 no Portal da RedeTV.

Mix Brasil terá Marisa Orth e astro pornô internacional

O 18º Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, organizado pela Mix Brasil, a maior organização GLS da América Latina, chega a São Paulo no dia 11 deste mês e segue até dia 18 em São Paulo. Na abertura do dia 11 será exibido o longa ‘Contracorriente’, do peruano Javier Fuentes-León, e, no dia 12, o festival promove uma sessão especial de ‘L.A. Zumbi’, estrelado pelo astro pornô internacional François Sagat, que virá ao Brasil a convite do evento.

Outro destaque do Festival Mix Brasil é o Show do Gongo, que chega em sua 11ª edição no próximo dia 16. Marisa Orth comanda o show, em que o público se inscreve para opinar sobre – ou gongar – os filmes exibidos na mostra. Serão mais de 100 filmes nesta edição do festival, incluindo curtas-metragens caseiros – que também poderam ser ‘gongados’ pelo público.

O filme de abertura do festival, ‘Contracorriente’, foi premiado este ano com o Audience Award no Sundance Film Festival e no Miami Film Festival, em 2010. O diretor do longa prestigia a exibição em São Paulo. A sessão de ‘L.A. Zumbi’, de Bruce La Bruce, será realizada no Cine Don José, tradicional cinema pornô no centro da capital paulista.

Outra atração é o painel “Como Filmar uma Cena de Sexo”, no dia 13, que contará com a presença de diretores como Tata Amaral, Carlos Alberto Ricelli, Jürgen Bruning (Alemanha), Claus Mathes (Alemanha) e Florence Frazilci (França). Eles devem ilustrar suas falas com cenas que já produziram.

Um juri irá eleger os melhores filmes da Mostra Competitiva Brasil em seis categorias. O escolhido como melhor filme do festival levará o troféu Coelho de Ouro e os premiados nas categorias melhor diretor, melhor interpretação, melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor roteiro receberão o Coelho de Prata.

Além do juri, o público também poderá votar em seus favoritos nas categorias melhor longa, melhor documentário e melhor curta-metragem (brasileiro e estrangeiro). Os escolhidos também receberão um Coelho de Prata cada. O Troféu Ida Feldman premiará a personalidade que mais se destacar durante o evento. Os filmes da mostra competitiva também são elegíveis ao Prêmio Aquisição Canal Brasil no valor de R$ 15 mil.

Texto escrito e publicada ontem no Portal da RedeTV.

Artista busca levar alegria para seu público

A exposição ‘Galeno, Curumim Arteiro’, do artista popular Francisco Galeno, começou nesta quarta-feira (27) em São Paulo. Com cerca de 22 trabalhos, entre pinturas, objetos e esculturas, em sua maior parte em madeira, Galeno conta que busca transmitir alegria aos que veem suas obras.

Nascido em uma família de artesãos, Galeno diz que seu trabalho atual tem uma ligação muito forte com sua infância, vivida entre o Piauí, onde nasceu, e Brasília, para onde se mudou com 8 anos de idade e onde vive até hoje. Seu objetivo, revela, é fazer com que as pessoas se alegrem ao ver suas obras: “gostaria que percebessem que é o trabalho de alguém que é feliz, que teve uma infância feliz.”

Ele complementa dizendo que “gostaria que apreciassem uma mensagem alegre. São obras felizes, sem problemas. Acredito que contemplar uma obra de arte pode afastar os problemas. Queria que o público visse minhas obras e não precisasse ir ao analista”, contou Galeno, ao falar que seu sonho é “fazer com que as pessoas se sintam bem ao se depararem com suas obras, através das cores, dos objetos.”

A família, que é toda da região do delta do Rio Paraíba, no interior do Piauí, teve uma forte influência no trabalho de Galeno. “Tive a sorte de nascer em uma família que é toda de artesãos, desde o meu bisavô”, comenta. Galeno acredita que os lugares onde viveu convivem em suas obras: “Existe um diálogo entre a cultura mais popular [do Piauí] e o lado mais moderno de Brasília. Eu transito entre esses dois lados.”

Galeno diz que a arte não foi sua primeira opção, apesar do interesse ter vindo desde pequeno: “Eu não pensava em ser artista, eu pensei em ser jogador de futebol, estudei música, fiz teatro. Acabei indo para este lado da arte porque me permitia executar o que eu penso. Foi onde eu senti um clima mais ligado ao meio em que vivo”.

Sobre esta exposição em São Paulo, Galeno diz não ter expectativas: “Nunca tive expectativa de ser um artista famoso. Para mim o interessante é fazer, criar, mostrar meu trabalho para as outras pessoas.” Em sua opinião, a madeira, técnica que prefere para sua comunicação com o público, facilita a criação de objetos, esculturas e brinquedos, como as pipas e carretéis, alguns dos temas favoritos do artista.

Serviço:
Galeno, Curumim Arteiro
Onde: Galeria PONTES. Rua Minas Gerais, 80 – Higienópolis. Informações: (11) 3129-4218
Quando: de 27/10 a 27/11, segunda a sexta-feira das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h.
Quanto: grátis

Matéria escrita e publicada no último dia 27 no Portal da RedeTV.

Artista francesa questiona relação do homem com o tempo

A artista francesa Nathalie Decoster, com uma exposição individual em cartaz no MuBE, busca com suas obras – repletas de homens pernudos – fazer seus espectadores refletirem sobre sua relação com o tempo e o espaço em que vivem.

A artista conversou com o RedeTVi, em um passeio pela exposição, e explicou que as fíguras antropomórficas que cria (pequenos homens com longas pernas) são um reflexo do próprio ser humano. “Meu trabalho fala do homem que está muito fechado, duro. Os homens dentro da roda representam o tempo de vida da pessoa, enquanto ela anda por aí”, explica, em referência ao símbolo de seu trabalho (foto).

Nathalie conta que, apesar de preferir o círculo, também usa outras formas geométricas, ainda que com a mesma função. “A estrutura quadrada, por exemplo, é uma proteção: ela mostra que o homem é frágil. A vida tem momentos difíceis. A vida é frágil e cada um está só: a proteção é utópica.”

Ao explicar o funcionamento de sua obra ‘A Árvore’, que retrata pequenos homens pendurados em uma grande, porém fina árvore de metal, ela explica que, como na natureza, o trabalho é frágil e se move com o vento. “É uma parte do meu trabalho em que eu faço uma comparação entre a vida da natureza e a vida do homem. Os homens da obra são como folhas  que se movem com o vento e vão deixando suas marcas por onde passam”, diz, ao mesmo tempo, complementa, a obra busca conscientizar para a importância de respeitar a vida dos dois lados.

Em sua maior parte, as obras de Nathalie, que se explica em um português espanholado e misturado com palavras francesas, querem que o espectador pare e reflita sobre a maneira como encara o mundo em que vive. “Falo de coisas que o homem realizou, mas também da emoção, das pessoas que são importantes nas nossas vidas. Esse homem [pernudo] anda por aí para entregar essa mensagem ao público.”

Serviço:
Onde:
Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). Av. Europa, 218 – São Paulo-SP
Quando: a mostra interna acaba neste final de semana. As obras expostas na parte externa ficam até 09 de janeiro de 2011
Quanto: grátis

Texto escrito e publicado hoje no Portal da RedeTV.

Mona Dorf lança livro sobre ‘Autores e Ideias’ da literatura brasileira

A jornalista Mona Dorf lançou nesta segunda-feira (25) o livro ‘Autores e Ideias’, que reúne 35 entrevistas feitas por ela em seu programa ‘Letras e Leituras’, da Rádio Eldorado. No programa, Dorf entrevista celebridades do mundo artístico-cultural e, para o livro, selecionou apenas escritores brasileiros, entre as 500 entrevistas que realizou nos últimos quatro anos.

“No programa, eu converso com escritores, artistas, gente que gosta de ler. São conversas sobre as influências na vida e na carreira deles. No livro só há escritores brasileiros, de várias gerações. A ideia foi mesclar as gerações de forma a propiciar aos leitores uma viagem literária”, contou a escritora ao RedeTVi durante o lançamento.

Entre os autores presentes no livro, há entrevistas com nomes já consagrados de nossa literatura como João Ubaldo Ribeiro, Ignacio de Loyola Brandão, Milton Hatoum, Moacyr Scliar, Ruy Castro, Mário Prata, Cristóvão Tezza e Bernardo Carvalho. Mas ‘Autores e Ideias’ também se propõe a apresentar novos escritores aos seus leitores que, assim, pode se tornar também leitores de nomes como Tatiana Salem Levy, Vanessa Bárbara, Fabrício Corsaletti ou Ivana Arruda Leite, entre outros.

Thales Guaracy, diretor editorial da editora pela qual o livro foi lançado, conta que sempre teve vontade de divulgar melhor a literatura brasileira. “Como editor, tive a ideia de fazer um livro para ajudar os autores brasileiros contemporâneos e a Mona [Dorf] já vinha fazendo esse trabalho de entrevistar os autores na rádio. Usamos esse material como base para elaborar melhor as ideias”, revela Guaracy.

Para Dorf, este livro é “uma forma de conhecer um pouco da literatura brasileira. E você certamente vai descobrir um autor bacana e vai ficar com vontade de ler alguma obra dele”, convida. Guaracy reitera a opinião da autora e complementa: “Acho que os leitores terão uma referência para encontrar autores brasileiros de que eles também gostem muito.”

Texto escrito e publicado hoje no Portal da RedeTV.

Alguns destaques da #MostraSP

Confira os destaques da 34ª Mostra de Cinema de São Paulo

A 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo abre nesta quinta-feira (21), para convidados, com o longa ‘O Estranho Caso de Angélica’, do cineasta centenário Manoel de Oliveira (que completa 102 anos em dezembro).

Na sexta (22) começa a correria para os cinéfilos. Serão mais de 400 filmes exibidos em 15 dias em 20 cinemas e espaços culturais.

O RedeTVi selecionou alguns destaques da programação. Os filmes passam em diversas sessões pela cidade. A programação completa está disponível no site do evento.

Podem disputar o Oscar de Filme Estrangeiro:
– Alemanha, ‘Quando partimos’, de Feo Aladag;
– Algéria, ‘Fora da lei’, de Rachid Bouchareb;
– Bósnia, ‘Circus Columbia’, de Danis Tanovic;
– Costa Rica, ‘Do amor e outros demônios’, de Hilda Hidalgo;
– Dinamarca, ‘Em um mundo melhor’, de Susanne Bier;
– Etiópia, ‘O atleta’, de Davey Frankel e Rasselas Lakew;
– França, ‘Homens e deuses’, de Xavier Beauvois;
– Geórgia, ‘Dias violentos’, de Levan Koguashvili;
– Islândia, ‘Mamma Gogo’, de Fridrik Thor Fridriksson;
– Índia, ‘Peepli ao vivo’, de Anusha Rizvi;
– Itália, ‘A primeira coisa linda’, de Paolo Virzi;
– Macedônia, ‘Mães’, de Milcho Manchevski;
– Noruega, ‘The angel’, de Margreth Olin;
– Quirguistão, ‘O ladrão de luz’, de Aktan Arym Kubat;
– Polônia, ‘Tudo que amo’, de Jacek Borcuch;
– República Tcheca, ‘A rosa de Kawasaki’, de Jan Hrebejk;
– Romênia, ‘Se eu quiser assobiar, eu assobio’, de Florin Serban;
– Tailândia, ‘Tio Boonmee, que pode recordar vidas passadas’, de Apichatpong Weerasethakul;
Premiado com a Palma de Ouro de Cannes e que também foi destaque no Festival do Rio.
– Venezuela, ‘Hermano’, de Marcel Rasquin.

Destaques nos festivais internacionais:
– ‘O Estranho Caso de Angélica’, de Manoel de Oliveira
Abriu a sessão Un Certain Regard no Festival de Cannes.
– ‘Cópia Fiel’, de Abbas Kiarostami, com Juliette Binoche
Juliette Binoche o prêmio de melhora atriz no Festival de Cannes. Previsão de lançamento: 18 de março de 2011.
– ‘Octubre’, de Daniel e Diego Veja
Venceu o prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes deste ano.

Os mais procurados no Festival do Rio na Mostra:
– ‘Você vai conhecer o homem dos seus sonhos’, de Woody Allen
É Woody Allen: estará lotado. Estreia: 26 de Novembro
– ‘Um Lugar Qualquer’, de Sofia Coppola
Grande vencedor do Leão de Ouro em Veneza
– ‘José e Pilar’, de Miguel Gonçalvez Mendes
Conta a vida de José Saramago como se fosse um reality show. Estreia: 5 de Novembro
– ‘Minhas mães e meu pai’, de Lisa Cholodenko
– ‘Viúvas sempre as quintas’, de Marcelo Piñeyro

Descobertas e destaques do Festival do Rio:
– ‘Machete’, de Robert Rodriguez.
Traz Lindsay Lohan ao lado de Robert De Niro e Steven Seagal. Estreia: 12 de novembro
– ‘Turnê’, de Mathieu Amalric,
– ‘Bebês’, de Thomas Balmes
– ‘O Louco Amor de Yves Saint Laurent’, de Pierre Thoretton
– ‘VIPs’, de Toniko Melo
Protagonizado por ninguém menos que Wagner Moura, levou os principais prêmio no Festival do Rio.
– ‘Boca do Lixo’, de Flavio Frederico
– ‘Elvis & Madona’, Marcelo Laffitte
Com viés homossexual, a comédia foi a vencedora do prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio.
– ‘Diário de uma busca’, de Flávia Castro

Outros destaques:
– ‘Abel’, de Diego Luna
Estreia do ator mexicano de ‘E Sua Mãe Também’. Recorde de bilheteria no México.
– ‘Rosas a Crédito’, de Amos Gitai
Novo trabalho do cineasta israelende ‘O Dia Do Perdão’.
– ‘Filme do Desassossego’, de João Botelho
Interpreta a obra de Fernando Pessoa a partir de fragmentos do ‘Livro do Desassossego’.
– ‘Filme Socialismo’, de Jean-Luc Godard
O consagrado diretor francês volta à direção após seis anos.
– ‘Memórias de Xangai’, de Jia Zhang Ke
Elogiado em Cannes. Reconstrói a história recente da China a partir das memórias de 18 pessoas.
– ‘Até o Fim do Mundo’, de Wim Wenders – versão do diretor
Será exibida a versão do diretor, com 280 minutos.
– ‘Metrópolis’, de Fritz Lang
Será exibida uma versão restaurada do longa de 1927 e com 25 minutos de material inédito que estava perdido. Dia 24, às 20h, no auditório do Ibirapuera, com acompanhamento da orquestra Jazz Sinfônica.

Seleção preparada e publicada hoje no Portal da RedeTV.