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Coma bem no happy hour

Depois de um longo dia de trabalho, nada melhor que sair com os amigos, conversar e esquecer das preocupações. Mas muita gente abusa dos petisco e bebidas alcoólicas no happy hour, esquecendo também da saúde. “O maior perigo é a quantidade de frituras consumidas”, alerta a nutricionista Cristiane Mara Cedra, que recomenda mesclar porções de batata, mandioca ou pão (carboidratos) com outras de carnes (proteínas).

Cristiane afirma que as frituras devem ser consumidas em pequenas quantidades, “ela não deve ser a principal fonte de saciedade”. O ideal é saber equilibrar as escolha, consumindo pequenas quantidades de frituras e outras de iscas de carnes ou peixes. A nutricionista lembra que outra opção é procurar bares que sirvam petiscos mais saudáveis, como porções de cenoura ou pepino, acompanhadas por saborosos molhos.

Se a ideia for jantar no bar, a nutricionista recomenda que os petiscos não sejam a refeição principal, pois são muito pobres em nutrientes. “A maioria dos bares servem lanches naturais com salada, que são uma boa opção, além de pratos como escondidinho [carne seca coberta com purê de mandioca] ou brusqueta [pão assado com tomate, azeite e queijo], que apresentam uma variedade de nutrientes”, afirma. Para quem não for jantar no happy hour, Cristiane recomenda comer salada e legumes antes de sair: “são alimentos que você não vai encontrar no bar e que complementam os carboidratos e proteínas que você irá ingerir.”

A combinação entre frituras muito salgadas e bebidas alcoólicas também é um grande inimigo da saúde nos bares. Cristiane enfatiza que o álcool desidrata, então é importante não ficar só nisso: “é bom intercalar uma bebida alcoólica com um suco diluído em água (maracujá e limão são boas opções), um chá light ou água.” Para se divertir no happy hour, basta um pouco de moderação!

Texto originalmente escrito para o blog do Portal Vital, da Unilever. A versão editada, publicada hoje, está disponível em http://www.portalvital.com/blog/saude/coma-bem-no-happy-hour.

Alimentos orgânicos: alternativas aos altos preços

A única forma de garantir que o alimento que você come não nem o menor percentual de agrotóxicos é consumir produtos orgânicos, que são produzidos imitando o modo como a natureza os produziria. Fica fácil perceber os danos que a ingestão de agrotóxicos pode causar no caso do tomate: na agricultura convencional, o tomate recebe em média 36 pulverizações de agrotóxicos durante seu ciclo de cultivo, nos orgânicos, são zero.

Porém, como os orgânicos ainda são um pouco mais caros que os alimentos convencionais, não é todo mundo que tem dinheiro para consumir apenas alimentos orgânicos. Assim, é importante saber impedir que os agrotóxicos caiam no seu organismo e provoquem doenças.

Roberto Figueiredo, especialista em higiene de alimentos, dá algumas dicas de como lavar os alimentos antes de comê-los. Ele explica que “existem dois grupos de agrotóxicos: os denominados de contato e os sistêmicos. Os sistêmicos são absorvidos pela raiz do vegetal e entram nestes, não há como eliminá-los. Os de contato podem ser eliminados (não totalmente) pela lavagem (enérgica, cuidadosa e total) em água corrente.”

Figueiredo sugere uma lavagem cautelosa: “Retire os alimentos da embalagem em que você os adquiriu e transfira para sacos plásticos transparentes. Leve para refrigeração por pelo menos 2 horas. Após esse período e com o alimento ainda refrigerado, lave em água corrente (bem cuidadosamente) folha a folha, fruto a fruto. Para os vegetais e as frutas que são comidos com a casca – preparar uma solução de uma colher de água sanitária (não odorizada e de boa procedência) em um litro de água e mergulhar por 5 minutos – enxaguar em água potável. Para os vegetais que são comidos sem a casca, basta a lavagem em água potável.”

Mesmo os alimentos orgânicos, que são livres de agrotóxicos, precisam ser lavados, pois, como explica Figueiredo, “podem conter microrganismos que podem causar doenças para o ser humano, além de bactérias e vírus, temos também os helmintos, como no caso da possibilidade de ocasionar cisticercose cerebral por ingestão de ovos ou proglótes [larvas] da Taenia solium.” Por isso, é importante sempre higienizar bem os alimentos antes de comer!

Esta é a segunda parte desta matéria. A primeira parte, Alimentos orgânicos: o que são e quais suas vantagens, está AQUI.

Texto escrito entre fevereiro e maio de 2010 para o Portal Vital, da Unilever. A versão editada está disponível no site, cujo acesso é restrito a usuários cadastrados. Atribui uma data aleatória para a publicação do texto aqui no blog, apenas para mantê-lo como registro.

Alimentos orgânicos: o que são e quais suas vantagens

Os alimentos orgânicos, menores e não tão bonitos quantos os convencionais, são, no entanto, mais nutritivos e saborosos. Na agricultura industrial, frutas e legumes crescem a base de água e agrotóxicos: assim, os alimentos são maiores e mais bonitos, porém mais aguados, com menos sabor e nutrientes. A agricultura orgânica beneficia o consumidor e também o solo, pois se baseia no cultivo sustentável.

O secretário executivo da Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo, Márcio Stanziani, diz que “muita gente pensa que o alimento orgânico é só sem produtos químicos e agrotóxicos, não sabem que ele está inserido em um grande sistema que envolve água, manejo do solo, vento. É uma visão da produção como um sistema equilibrado, que não agride o meio ambiente.” A nutricionista Patricia Rebelo concorda: “a agricultura orgânica é, acima de tudo, sustentável. Ela dá qualidade de vida também para quem está produzindo.”

“O alimento orgânico é produzido reproduzindo a maneira como a natureza o produz”, resume Stanziani. Por ter um manejo mais cuidadoso e preocupado, o custo de produção dos orgânicos é maior e, muitas vezes, o consumidor vê apenas o custo mais elevado e não pensa nos benefícios por trás disso. Stanziani diz que, se os custos da agressão causada ao meio ambiente fossem computados aos produtos inorgânicos, eles acabariam saindo mais caro, “pois esses produtores não se preocupam em preservar o ambiente em que eles trabalham”.

Stanziani diz que os orgânicos têm mais vitalidade, pois são produzidos naturalmente. Patrícia tem a mesma opinião: “o orgânico capta todos os nutrientes do solo, ele é superior em relação a vitaminas, carboidratos, sais minerais e também porque não tem medicação. A maior parte dos alimentos inorgânicos recebe fertilizantes, e por isso ficam menos tempo no solo, captando menos nutrientes da terra.”

A procura por esses alimentos diferenciados tem crescido. Stanziani acredita que o consumidor está mais atento a produtos mais saudáveis e não está se deixando levar tanto pelas aparências, “apesar de que, hoje, há alimentos orgânicos muito bonitos, mas não é aquela coisa exagerada”, ressalta. A nutricionista Patrícia compara o alimento inorgânico ao corpo de alguém que usou muitos anabolizantes: “a fruta que cresce natural tem mais sabor, já os alimentos inorgânicos são inchados, crescem a base d’água. As pessoas estão percebendo que a fruta [orgânica] é pequena, mas bem saborosa, e muito mais nutritiva.”

Esta é a primeira parte desta matéria. A segunda parte, Alimentos orgânicos: alternativas aos altos preços, está AQUI.

Texto escrito entre fevereiro e maio de 2010 para o Portal Vital, da Unilever. A versão editada está disponível no site, cujo acesso é restrito a usuários cadastrados. Atribui uma data aleatória para a publicação do texto aqui no blog, apenas para mantê-lo como registro.

Comer pode ser bem divertido

Se seu filho, como a maioria das crianças, não gosta de legumes e verduras, adote algumas práticas para uma alimentação saudável e divertida. As crianças ainda estão formando seu paladar e é importante estimulá-lo oferecendo uma grande variedade de alimentos, sempre preparados de forma distinta: se seu filho não gosta de cenoura cozinha, pode gostar dela crua, a cada dia, prepare os legumes de um jeito. Os temperos também influenciam: seu filho pode rejeitar os legumes por que, por exemplo, estão sempre temperados com vinagre.

Alterne os temperos e vá sempre oferecendo novos sabores aos pequenos. É normal que as crianças rejeitem provar um novo alimento, cujo sabor e textura desconhecem. Aos pais cabe oferecer sempre, de formas variadas e criativas. Nunca obrigue seu filho a comer algo novo ou que ele não gosta, tente novamente. Explique ao seu filho por que é importante comer este ou aquele alimento: que nutrientes e vitaminas tem e o bem que aquele alimento faz para o corpo.

Sempre dê o exemplo: como você espera que seu filho coma salada se você não come? É importante para os pequenos ter em casa um modelo de alimentação saudável. Acostume seu filho com frutas, verduras e legumes desde cedo, depois de grande fica mais difícil assimilar novos sabores.

Envolver seu filho no processo criativo da refeição também é uma boa dica. Se você morar em casa térrea, faça uma horta: as crianças gostam de atividades lúdicas e sentiram orgulho em comer o alimento que elas mesmas plantaram. Pergunte aos pequenos que legumes eles gostariam de comer e preparados de que forma, estimule-os a te ajudarem na cozinha. Faça das refeições um momento de harmonia familiar e diversão!

Texto originalmente escrito para o blog do Portal Vital, da Unilever. A versão editada, publicada hoje, está disponível em http://www.portalvital.com/blog/institucional/comer-pode-ser-bem-divertido.