Tag Archive | comédia

Meia-noite em Paris

Apenas alguns comentários breves (quase twitts) sobre Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), novo filme de Woody Allen:

Achei Adrian Brody hilário como Dalí. As cenas com os surrealistas são incríveis.

Marion Cottilard sempre linda. Ainda bem que o Owen Wilson não fica com a atriz que sempre faz papel de chata [Rachel McAdams].

A ponta da Carla Bruni é simpática, mas muito curta.

O filme como um todo é bem alto astral; engraçado e com boas cenas.

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Um donut em apuros: “Sexdrive – Rumo ao Sexo”

Posted on 18/março/2009 by Cinéfilos

Entre um donut vendido e outro, o simpático protagonista de Sexdrive – Rumo ao Sexo tenta levar sua vida tranquila em Chicago e esquecer-se de que, aos 18 anos, ainda é virgem. Ian (Josh Zuckerman) já não aguenta mais as brincadeiras ofensivas de seu irmão mais velho Rex (James Marsden), um típico pós-adolescentes chato a la Stifler (American Pie); isso sem falar nas gozações que escuta de seu melhor amigo Lance (Clark Duke).

Esta é a triste história de Ian: seu grande problema nada mais é do que psicológico. Com um amor reprimido, o menino se refugia em uma garota que conhece pela internet, para quem diz ser um forte e atlético jogador de futebol americano com um belo carro (enquanto é apenas um garoto magro, não muito alto e que usou uma foto do carro do irmão Rex). Incentivado pela ausência de sua família durante um final de semana e por seu amigo Lance, Ian pega o carro de seu irmão e parte rumo a distante cidade de Knoxville, Tennessee.

Por um acidente, a melhor amiga Felicia (Amanda Crew) acaba indo junto com os dois amigos, junto ao que pretende ser a última viagem do garoto enquanto um “menino virgem”. Como esperado em uma comédia adolescente, tudo dá errado para o protagonista que se veste de donut para ganhar alguns trocados de tarde ou defender seus amigos.

Ao mesmo tempo em que torcemos pelo sucesso de Ian, por sua vitória sobre o irmão chato e pelo sucesso de seu romance, nos divertimos com as desgraças enfrentadas pelo grupo nos mais de 860 km que separam Chicago de Knoxville. O núcleo amish merece um destaque a parte, do pequeno Ezekiel (Seth Green), que conserta carros chiques apesar da carruagem e da barba longa à doce Mary (Alice Greczyn), passando por jovens amishs loucos em seus últimas noites de “liberdade” antes de se fecharem para quaisquer influencias do mundo moderno. Sexdrive é um filme engraçado, com cenas hilárias e algumas reviravoltas raras neste tipo de filme, geralmente tão simplista e previsível.

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.

Ligados por acidente

Posted on 8/janeiro/2009 by Cinéfilos

O final de 2008 e este começo de 2009 estão sendo ótimos para quem adora filmes franceses. Ao todo, são 7 filmes em cartaz na cidade de São Paulo, 4 deles estrearam a pouco tempo e Beijo na Boca, não! la-personne-aux-deux-personnesdeve estrear semana que vem (talvez as férias do presidente francês e sua bela esposa aqui no Brasil tenham animado as distribuidoras). Integrando a lista dos franceses “pops”, Dois em Um (La personne aux deux personnes) estréia esta semana, com o quase onipresente Daniel Auteuil (Meu Melhor AmigoCachéA Viúva de Saint-Pierre) no papel principal.

Temos uma tendência a ver filmes franceses ou com bons olhos, por que gostamos de filmes ditos “de arte” ou com maus olhos, por que fugimos deles. Porém, nem tudo que vem da terra de Sarkozy e Carla Bruni se encaixa nesta categoria. Se nosso cinema ficou marcado pelas favelas, os franceses carregam como estigma a beleza, melancolia e “calma” de muitos de seus filmes.

Dois em Um é uma comédia que foge a quaisquer categorias nas quais possamos desejar encaixar os filmes franceses. A história, completamente fictícia e improvável, é simples e se sustenta a medida que o espectador se comove pelo absurdo da situação em que de repente se encontram Jean-Christian Ranu (Daniel Auteuil) e Gilles Gabriel (Alain Chabat), que são subitamente fundidos um com o outro.

la-personne-aux-deux-personnes3Não pense em fusões a la Dragon Ball, aqui, um atropelamento coloca o espírito do cantor Gilles Gabriel, que acredita estar morto, dentro do corpo de Jean-Christian, um tímido contador que terá muitos problemas em decorrência do falatório de Gilles dentro dele. A influência do cantor na vida do contador será visível e, passado algum tempo e acostumados com a situação, até positiva, ajudando-o em sua carreira e em sua relação com Muriel (Marina Foïs).

Esta é uma comédia de inverdades e impossibilidades nas quais você vai acreditando e das quais pode acabar gostando, apesar de a princípio parecer que tem mais chances de dar errado. Fugindo aos padrões, Dois em Um poderia perfeitamente ser um desses filmes norte-americanos com premissas absurdas não fosse o charme de seus personagens, que salva o filme. Daniel Auteuil, mais uma vez, salva um filme bobo e engraçadinho.

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.

Divertidas sutilizas

Posted on 3/outubro/2008 by Cinéfilos

A Alegria de Emma começa com uma música agradável e mantém essa sensação inicial ao longo durante todo o filme. O campo é mostrado ao espectador sempre com um ar mais bonito do que a cidade, que tem ares melancólicos e tons escuros. Os personagens também seguem esta linha que o roteirista parece defender: a vida bucólica, mesmo quando mostrada em sua face mais triste, ainda pode ser muito melhor que a vida urbana.

Os personagens principais são duas criaturas solitárias com problemas que não podem resolver. Aproximadas por um acidente não tão acidental, cada um deles irá rever seus conceitos devido à presença constante de alguém em seu cotidiano. Emma (Jördis Triebel) – uma moça rude que vive sozinha em uma fazenda onde cria porcos – passa a sorrir e tira um belo vestido de renda branco – de sua avó – do armário, e Max (Jürgen Vogel) – um solitário vendedor de carros com câncer no pâncreas – tem despertado um lado com o qual não convive muito.

Com uma bela fotografia e uma trilha sonora escolhida a dedo, o filme consegue manter a atenção do espectador mais exigente no enredo simples. Comedia dramática, lida perfeitamente com este gênero ao qual se propõem: mescla cenas engraçadas com momentos de extrema melancolia, fazendo o público sair da sala de cinema com um sorriso no rosto e levando reflexões para casa. Olhando para os personagens, o espectador usa as experiências do filme para repensar sua própria vida e descobrir o valor desta em si mesmo.

Suave, divertido e um pouco melancólico, este é um filme para se deliciar com a catarse do cinema em seu melhor estilo. É pena que poucas pessoas darão chances a uma comedia alemã sem estrelas conhecidas, mas para o espectador sem preconceitos – ou não tão viciado em grandes nomes do cinemão hollywoodiano – a sensação final valerá até mesmo o mais caro ingresso.

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.