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Sobre a autora e suas escolhas

Bruna Buzzo é (aspirante a) jornalista e já publicou matérias na Revista Caros Amigos e no site Cinéfilos – Amantes de Cinema, vinculado à empresa Junior da ECA-USP, onde estuda Jornalismo desde 2007 (…)

Brincadeira! Parei. Descrição orelha de livro, um dia quero uma pra mim! (Mesmo? – Não sei.)

Uma boa descrição que criei de mim mesma, para o twitter: Viciada em cinema e fotos. Irritadiça por natureza. Dorminhoca e frequentemente verborrágica. Paulistana incorrigível.

Mas por que jornalismo?

Fato é que estudo jornalismo e este curso já me trouxe muitas frustrações, mas também enormes alegrias e oportunidades. Muito do que sou hoje é graças às pessoas que conheci na ECA e às oportunidades que ela me trouxe, direta ou indiretamente. Devo minhas melhores experiências à faculdade, mesmo que muitas vezes vendo-a do ponto de vista social e não acadêmico.

Não recomendo o curso de jornalismo para ninguém, mas não saberia que outro curso fazer. Comecei jornalismo meio perdida, “por que gosto de ler e escrever”, disse quando questionada sobre no primeiro dia de aula. Se algum aspirante a jornalista me perguntasse que curso fazer já que nosso curso em si não é bom, eu não teria resposta, mas às vezes minha sensação para com o curso é de tempo perdido.

No entanto, durante cada um dos quase três anos que já passei na ECA, algo me manteve firme em meus ideais de querer ser jornalista. E algo fez esses ideais crescerem. Produzir um jornal logo de cara: cair de cabeça em um mundo novo, fazer jornal de favela logo no primeiro semestre do curso, faz diferença, abre os olhos para um mundo antes distante, constrói ao mesmo tempo que quebra ilusões. Depois tive um semestre terrível, sem nenhum jornal e com aulas chatas.

Então a AUN, uma agencia de notícias: cobri a FFLCH, fui em ótimos eventos e entrevistei professores muito legais, tudo isso instigada por um professor que hoje chamo, de maneira bem humorada e até carinhosa de “velhinho doido”, um jornalista à moda antiga, que me fez querer ser uma também. Em seguida, o Jornal do Campus, o auge da produção jornalística dentro do curso. Ser repórter e fechar jornal em meio à maior zona, stress, mas também diversão, por que jornalista parece ser um bicho sádico, e aspirantes à carreira o são ainda mais. Todo este último paragrafo no segundo ano, enquanto eu fazia um estágio tosco, sem produção de conteúdo e desestimulante, ainda que pagasse bem.

No terceiro ano, veio o Claro!, um suplemento temático e mensal do jornal do campus (que é quinzenal), e junto com ele duas outras disciplinas desprezíveis, pra dizer o mínimo. Neste semestre, eu teria surtado, não fosse o estágio na Caros Amigos, que, apesar de pagar mal (ou não pagar quase nada), me rendeu boas amigas, boas lembranças, enormes desilusões, mágoas e frustrações ao final, mas também grande experiência e boas matérias publicadas. É muito gratificante ver um texto seu publicado em um veículo relativamente grande, receber comentários e elogios sobre seus textos. Anima!

Este semestre estou tendo apenas duas origatórias e dei sorte de pegar duas optativas boas. No meu departamento são raras as boas matérias, mas tenho esperanças de que a aula que estou tendo agora de Projetos em TV seja boa. A julgar pelas aulas que já tivemos, estou animada! A aula poderia ter o nome de “Introdução ao documentário” e exibe filmes em todas as aulas, não poderia me interessar mais! (Mentira, sempre pode, mas…) [Para quem não gosta de cinema ou odeia documentários, vejo que as aulas são quase uma tortura.] A outra matéria não merece menção. No momento, o que me anima é a possibilidade de ter tempo para me dedicar a boas aulas. Após uma experiência de trabalho mal sucedida na Revista de Cinema (meu negócio é mesmo a reportagem, produção não é comigo), quero dar um tempo de estágios enquanto estou em aulas, já que férias do trabalho durante as férias escolares me cansam e desvalorizam as férias, banalizando-as (não peça explicações).

De resto, vale a descrição do twitter, como deve ter ficado claro por aqui.

OBS.: Escrevi este texto em 05/09/2009 e o deixei por muito tempo na página “Quem sou” aqui do blog, mas agora me parece que ele se encaixa melhor como um post, então publico-o aqui, atribuindo a data de 19/08/2009. Acredito que, estando nesta data, o texto aqui publicado dá mais sentido ao que veio antes e também ao que virá depois dele, que já revela meu lado cinéfilo pseudocult, como diriam alguns amigos. Fora isso, o texto aqui reproduzido é muito datado, tendo sido pertinente em uma época, mas pode perder-se com o tempo. [23/01/2010]

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Sobre o blog

Este blog nasceu de meu desejo em escrever coisas um pouco mais inteligentes e relevantes que as que escrevia (escrevo/escreverei) em meu outro blog, de mesmo nome, mas hospedado no UOL. Revoltada com a péssima qualidade do serviço que o uol oferece para blogs, minha ideia inicial foi simplesmente mudar para o wordpress, transferir todo o conteúdo do antigo blog para uma plataforma de serviços melhor.

Depois percebi que seria melhor criar um novo blog, completamente diferente, visto que o conteúdo disponível por lá não diz respeito a muitos e de maneira alguma é público. Por falta de criativadade ou dedicação para pensar sobre isso, mantive o mesmo nome, mas ainda não sei se ele é o ideal para o que pretendo (aceito sugestões!).

E tudo isso que posto aqui foi motivado pelo sentimento de “crie vergonha na cara” que o blog Menos de tudo, da amiga jornalista Camila Martins, produziu em mim: por lá, ela comenta filmes, músicas, cantoras, livros, exposições, política e tantas outras coisas. É um blog simples, com opiniões que ela tem em relação às coisas que viu no mundo. E lendo seu blog percebi que era mais ou menos isso o que eu gostaria de fazer. Percebi que sinto vontade de escrever sobre as coisas e compartilhar opiniões com os outros.

OBS.: Escrevi este texto em 05/09/2009 e o deixei por muito tempo na página “Quem sou” aqui do blog, mas agora me parece que ele se encaixa melhor como um post, então publico-o aqui, atribuindo a data de 17/08/2009 para que este post fique sendo o segundo do blog. Achei que, estando nesta data, o texto aqui publicado dá mais sentido ao que veio antes e também ao que virá depois dele. [23/01/2010]

Um novo começo

Em 2007, foi assim que comecei meu blog do UOL:

“Hoje resolvi criar um blog. Pq?
Sem resposta até o momento; as vezes é bom falar algo com alguem que muitas vezes não existe.”

(2 de abril de 2007, 10h13)

Ainda parece verdade, mas gostaria de conseguir fazer aqui algo um pouco mais útil.