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Quem sou

Atualmente, sou uma quase ex-ecana surtando com seu TCC.

(E me sinto um tanto desconfortável com os olhares estranhos que recebo dos bixos quando vou à ECA conversar com minha orientadora sobre o andamento do trabalho.)

Do mais, preciso rever esta página. É um dos tantos projetos que tenho para quando a faculdade foi apenas saudade.

No dia 23/05, foi assim que me descrevi aqui no blog. Deixei o texto acima por algum tempo na página “Quem sou”, misturado com outras descrições anteriores, como a do dia 25/07/2010 e a do dia 10/03/2011, daí se entende o comentário “preciso rever esta página”. Republico esta descrição aqui para mantê-la como registro. [16/06/2011]

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Formatura

Fases pelas quais passei como ECAna (comuns à muitos colegas):

– Alegria por passar;

– Revolta achando que sua faculdade não presta ao mesmo tempo em que cresce o apego pelo local, seu clima e pessoas;

– Sensação de tempo perdido, aulas perdidas, mas bons amigos e momentos conquistados;

– Saudade antecipada pelo fim, sentimento de perda do local amado;

– Percepção de que a faculdade foi boa afinal, talvez não tanto pelas aulas, mas pelas reflexões, pelo ambiente [da USP como um todo]; pelo pensamento estimulado, pelas pessoas que você conheceu, com as quais foi conversando e trocando ideias;

– Estranhamento misturado com saudade e lembranças no retorno ao local amigo, já distante de você – mesmo que eu ainda não tenha me formado;

Fico imaginando como será visitar a ECA em 10 ou 20 anos. Espero que não mudem os departamentos para outro prédio. Seria como perder o lugar para o qual voltar.

A enchente não lavou o Carnaval

Matéria minha e da Carol sobre São Luiz do Paraitinga escrita em julho para a Revista Babel (ECA/USP – 1º semestre de 2010)
(Orgulho meu está primeira foto!)

A enchente não lavou o Carnaval Por Bruna Buzzo e Carolina Rossetti

O canto da negra é de dor. Seu samba, colorido com belas fitas e brancos ornamentos, é  triste. O grupo louva a Deus em tom de ladainha, aquele ritmo solitário das lavadeiras que trabalham à beira dos rios. Tal qual uma bateria de escola de samba, a dança também tem sua rainha, devidamente trajada com um belo vestido, branco e enfeitado como os de noiva. Mas a bela noiva já não tem igreja para casar. Read More

via Revista Babel

5 na 25

Ao sair da 25, o mineiro valadarense @andreeler diz “Adoro São Paulo!”. Era sua primeira vez ali.

Mas Carol, Olinda e eu, que já haviamos estado neste que é o maior núcleo de comércio popular paulistano outras vezes, também saímos de lá sorridentes: a 25 é um desses lugares que sempre tem boas histórias para contar e que costuma surpreender, apesar de ser aparentemente previsível.

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Instigados por um trabalho da disciplina de Projetos em Televisão, do curso de jornalismo da ECA/USP, fomos à Rua 25 de março filmar o que se passa por lá para depois contar uma história em 5 min, sem entrevistas, apenas com as imagens e o som ambiente.

A ideia do vídeo “5 na 25” surgiu em uma reunião de pauta improvisada na qual pensávamos em ideias, após termos nossas filmagens canceladas devido à chuva no dia de um evento ao ar livre que pretendíamos filmar. Creio que saímos no lucro com aquela chuva que naufragou as filmagens.

Filmaríamos algumas performances artistas ao ar livre, parte de um evento de body art (a Frrrkcon), organizado pelo entrevistado do primeiro vídeo (que deveria deveria narrar a história de alguém através de seu depoimento), Luciano Iritsu, body artist que tem um estúdio de piercing e tatuagem na Rua Cardeal Arcoverde, aqui em São Paulo.

Foi interessante tomar contato com um mundo completamente diferente daquele no qual vivemos, mas para o segundo vídeo achei legal que o tema tenha mudado. Uma das coisas que mais me encanta no jornalismo é essa possibilidade de conhecer e descobrir situações novas.

A mesma rua, um outro olhar
Foi a primeira vez que fui à 25 de março depois de entrar na faculdade. Me lembro de ter comprado brinquinhos coloridos da última vez – devia ter uns 14 anos – era um sábado de sol e as ruas estavam extremamente lotadas. Faz tempo. Não havia ambulantes anunciando pendrives (ainda não era a era dos pendrives!): esta me pareceu a única mudança.

Desta vez, a manhã ensolarada de sexta-feira convidava ao comércio popular. Estavam todos lá: sacoleiros, camêlos, pechinchas e vendedores que tentam empurrar produtos nos consumidores. Tudo igual.

Mas desta vez eu não era uma menina querendo comprar bujigangas. Fui ali como jornalista, atenta às pessoas e não aos produtos, e mais do que apenas me divertir com os gritos das propagandas, parei para olhar e fazer perguntas. E a lotação da rua não me aborreceu, diferente do que ocorre quando você é um consumidor: aí sim, lotação é igual a chateação. Neste caso, a lotação rendeu bons momentos para a filmagem!

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Bons momentos
Logo na esquina da Porto Geral com a 25 de março, ainda no começo de nossa filmagem, vimos uma equipe de tv filmando um camelô que gritava “Coca-cola um real, coca-cola um real”. Fomos filmá-los. Estavam fazendo a propaganda de uma nova embalagem de Coca-Cola e logo que nos viram também quiseram nos filmar. Entrevistaram o Olinda que, fanático por Coca, respondeu mecanicamente àquelas perguntas toscas de entrevistadores publicitários, mas se propôs a comprar a nova embalagem por uma real.

Entregou uma nota de 2 por duas embalagens. Filmada a transação, o sucesso do vendedor que prova no vídeo que seu produto é uma boa opção, o dinheiro foi devolvido, e a Coca obtida. Divulgação. Aí quiseram nos filmar bebendo o refrigerante. Aceitamos, mas não gostaríamos de aparecer no vídeo depois. Quase pedi pra cortarem na edição!

A parte divertida, no entanto, veio a seguir. André perguntou ao entrevistador se ele fizerá jornalismo, ele disse que começou na PUC-MG, mas desistiu, jornalismo não dá dinheiro, diz, mas nos incentiva a continuar no curso: “é legal, terminem!”. Ele mudou para publicidade e tem talento para tal. No final da conversa, brinca, antes de se despedir: “Jornalismo não dá dinheiro, por isso precisa Coca-cola um real!”, um dos membros de sua equipe ri: “Cara, você é um merchan ambulante!” Rimos todos. E seguimos animados pela rua.

Mais adiante filmaríamos ainda a vergonhosa cena do André tentando aprender a tocar um apito que, tocado pelo vendedor, diz “ai, ai, ai”, num tom lastimoso. Coisinha vagabunda, brinquedo de criança. 3 reais e um barulhinho que depois de um tempo fica irritante. André e Olinda levaram 2 por 4 reais, no melhor estilo 25 de ser. O Olinda pegou a do apito mais rápido e depois quem ficou se lamentando fomos Carol e eu. Brinquedo novo na mão de criança boba. Como a câmera. Diversão garantida.

Luciano Iritsu – body artist

Depoimento do body artist Luciano Iritsu, realizado por André Eler, Bruna Buzzo, Carolina Rossetti e Marcos Guerra para a disciplina de Projetos em TV, do curso de Jornalismo da ECA/USP.

Tudo assim tão diferente

Comecei este novo blog pensando em republicar todo o conteúdo de meu antigo blog aqui. Mas como o UOL não tem ferramentas que permitem uma migração automática e devido à preguiça, mudei o direcionamento de minha proposta.

Tentei, de fato, republicar. Cansei nos três primeiros posts. E, relendo este que republico abaixo, me veio à cabeça Cássia Eler

“(…) nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente…”

Foi bom no começo. E agora que o final [da faculdade] se aproxima há aquela apreenção misturada com tristeza por uma nova separação dos amigos e uma sensação de tempo perdido, desperdiçado.

Publicado em 02/04/2007, 11h03:

A divagação inutil é o que há!

Há momentos em que vc cansa do orkut, cansa do computador, mas ñ sai dele, ñ se desconecta…
começa a divagar, pensar besteiras e escrever coisas a toa, dessas que vc escreve para ninguem ler e que ninguem vai ler mesmo.

Estava pensando em um momento desses sobre esse começo de ano e ainda sobre o final do ano passodo, a transição. os amigos fragmentados, cada um no seu canto. Uns foram pra faculdade, outros pro cursinho, em comum: uma historia vivida e muitas risadas futuras.
Deparar-se com um mundo novo [risadas inerentes a ele], a ECA e sua agua que nos faz voltar à primeira infancia, é o que dizem, um mês depois, eu ñ duvido. Crianças na purberdade, risadas a toa, futuros jornalistas ecologicos.
Os novos assuntos que surgem nas conversas com os amigos do colegio, agora são a faculdade, as novas aulas, uma amiga da Poli reclamando da vida. Alguns reclamam do calor do interior, do trem que leva até a zl, ou do onibus que chega até a cidade universitaria. O deserto do relógio e suas mil faces.
Algum dia as coisas mudam, e que venham varios e varios encontros no café da história!

“Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora
Das descobertas que fizemos
Dos sonhos que tivemos
Dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas
Da angústia
Das vésperas dos finais de semana
Dos finais de ano
Enfim… Do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado,
Seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…
Nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses… anos…
Até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… Isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
Reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida,
Isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:
Não deixes que a vida passe em branco,
E que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
Que tivessem morrido todos os meus amores,
Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

Fernando Pessoa

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