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Astro pornô internacional fala de seus novos filmes

François Sagat veio ao Festival MixBrasil de Diversidade Sexual e conversou com o RedeTVi.

Tentei colocar o vídeo que foi publicado dia 23 no portal da RedeTV embutido aqui, mas deu erro. Assim, guardo o link AQUI. A narração é da Daniela Teixeira. Câmera: Thaís Mayumi. Eu fiz produção, pauta e a entrevista com o Sagat, que veio ao MixBrasil divulgar os filmes “L.A. Zombie” e “Homem no Banho”, novo longa de Christophe Honoré (“Canções de Amor“, “Em Paris”).

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Um olhar sobre o amor

Posted on 3/janeiro/2009 by Cinéfilos2 comentários

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Depois de Em Paris e Canções de Amor, o diretor francês Christophe Honoré volta às telas, ainda na companhia de Louis Garrel, com A Bela Junie (La Belle Personne). De uma certa forma, o tema dos três filmes é o mesmo: o Amor. Em cada um deles a abordagem é uma e o ponto de vista diferente, de acordo com os personagens em cena. Neste novo longa, Honoré mostra o amor adolescente, e a forma como os adolescentes lidam com seus sentimentos amorosos, um campo ainda novo ou desconhecido para muitos eles.

A bela do título, que em francês tem algo de enigmático, chega à uma nova escola após a morte de sua mãe. O olhar de Junie (Léa Seydoux), um misto de triste e melancólico com uma boa dose de apatia, conquista os meninos de sua classe e até Nemours, o sedutor professor de italiano (Louis Garrel), um apaixonado por natureza.

A história deste filme irá girar em torno das disputas amorosas por Junie, e o modo como cada personagem lida com seus sentimentos, seja adolescente, adulto recém saído da adolescência ou um quarentão com um vasto conhecimento amoroso. O amor nos filmes de Honoré é o tema que motiva a trama e aqui a história terá reviravoltas e problemas até encontrar seus desfecho.

la-belle-personne2A melancolia aparente e a visível apatia de Junie se opõem à vida que transborda dos olhos de seu namoradinho Otto (Grégoire Leprince-Ringuet, o menino das canções engraçadas e melosas de Canções de Amor) e à simpatia de Nemours, com o charme próprio ao “muso” de Honoré, Louis Garrel. Entre uma aula e outra, conhecemos uma massa de estudantes, perdidos entre amores, namorinhos, intrigas e fofocas, e mais uma vez revemos quase todo o elenco de Canções de Amor: de Louis e Leprince-Ringuet que agora são professor e aluno à Clotilde Hesme (a Alice de Canções) e Alice Butaud (a irmã da protagonista de Canções, em rápida aparição aqui como a professora de russo).

Este filme talvez não tenha a graça dos outros dois, mas Honoré se mantém em sua temática com grande competência; sua câmera passeia por Paris e nos leva a conhecer os vários ambientes da cena, nos mostra um amor contextualizado pelo ambiente, por vezes la-belle-personne3um amor adolescente, enclausurado entre escadas, por vezes com dois adulto desiludidos conversando em um café. O amor de Honoré se divide entre as fases da vida. Aqui, é o modo egoísta e sonhador como os adolescentes lidam com seus primeiros amores que entra em cena, sempre pedindo ajuda aos corações crescidos e já antes vacinados.

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.



Sedução Francesa

Posted on 5/setembro/2008 by Cinéfilos6 comentários

Canções de amor (Les Chansons d’amour) é um desses filmes para ver e se apaixonar. Bonito e delicado, seus personagens e sua trilha sonora encantam os olhos e ouvidos dos espectadores de ambos os sexos: de um lado, Ismael (Louis Garrel) canta sua amada e sua posterior tristeza, do outro, Julie (Ludivine Sagnier) encanta os meninos com seus belos cabelos loiros e uma beleza fora do padrão, cativante.

Aqui encontramos um belo exemplo de filme que podemos escolher assistir (ou não) apenas pelo título. Musical, Canções fala do amor em suas mais variadas formas e estágios, percorrendo todas as fases por que passam os relacionamentos. O casal central, formado pelos dois jovens atores franceses, tem um relacionamento moderno, por assim dizer, que envolve uma ampla amizade, pequenas brigas, um estranho relacionamento a três (com Alice, interpretada por Clotinde Hesme) e algumas doses de ciúmes.

Ao longo do filme, percebemos que o que poderia ser apenas um namoro fadado ao término é, na realidade, um belo e conturbado amor, ameaçado pelos ciúmes que o triângulo amoroso trouxe à Julie. Presente como um traço marcante na obra do diretor Christophe Honoré (Em Paris), a família de Julie é retratada de forma real e palpável, como uma família comum da capital francesa. As personagens que a compõem são analisadas sob o ponto de vista das complicadas relações familiares e este quadro mais geral nos ajuda a compreender melhor a relação do casal protagonista.

Vítimas do que se poderia chamar de uma ingratidão da natureza, os dois amantes se separam e aqui o filme passa a nos mostrar um lado mais escondido (ou camuflado) das relações humanas. As canções têm ritmos e melodias suaves, que nos permitem amar e sofrer junto com as personagens, e, por ventura, dar algumas risadas de cenas inesperadas. As cores lembram Picasso: o colorido da felicidade, o azul da melancolia.

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.