Ministro diz que MEC não pretende anular prova do ENEM

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, disse em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (08) que o MEC não pretende anular a prova do ENEM de sábado. Ele afirmou que “a prova do ENEM é tecnicamente sustentável sobre todos os pontos de vista” e que a falha na impressão de 21 mil provas “não foi culpa do INEP”.

Haddad explicou que o erro foi mínimo, dizendo que o número de provas que apresentaram erros em seus gabaritos equivale a apenas 0,3% do total. “A matriz dos gabaritos estava em ordem e 99,7% das provas foram impressas corretamente.”

A falha nas provas, segundo o ministro, afetou apenas uma escola em Sergipe, que não conseguiu substituir as provas com problemas. “Nos demias locais de prova, os estudantes conseguiram trocar as provas com problemas por outras corretas.”

“O relato que temos é de que foi uma falha técnica na impressão de um lote de 21 mil cadernos. Uma falha técnica pequena e assumida pela gráfica. Lanço mão desses números para afirmar que a substituição [dos cadernos com erro] deve ter sido uma reação natural”, afirmou o ministro. A gráfica responsável divulgou uma carta assumindo o erro de impressão no caderno de cor amarela da prova. Confira a carta divulgada pela gráfica: [carta da gráfica em pdf].

Sobre a decisão da juíza federal da 7ª Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia, de anular a prova do ENEM, Haddad afirmou que o MEC pretende recorrer da decisão. “Tudo isso é uma questão de levar as informações corretas às autoridades competentes, vamos explicar e mostra provas para garantir que os estudantes não seja prejudicados.”

Haddad disse também que “a prova deve ser mantida. Nós já tivemos inúmeras liminares contra o ENEM e quando esclarecemos a Justiça sobre os procedimentos tomados para garantir a isonomia (imparcialidade) da prova, o que tem acontecido é a revisão dos julgamentos.”

Caso a prova de sábado precise ser anulada, Haddad afirmou que a nova data será escolhida de forma a não prejudicar o calendário dos vestibulares das grandes universidades federais. A previsão do ministro é de que, caso uma nova prova seja mesmo necessária, esta deve ocorrer dentro de um mês.

Haddad afirmou ainda que erros no ENEM são comuns, devido à amplitude da prova, que cresceu muito em pouco tempo. “O importante é garantirmos a isonomia do exame, para não prejudicar os estudantes”, afirmou.

Matéria escrita e publicada hoje às 19h no Portal da RedeTV.

Hoje a responsável pela home de jornalismo aqui do Portal na parte da tarde saiu de férias. A função sobrou para mim. E o primeiro dia foi justo pós-ENEM. Taí algo de que não sinto saudades dos meus 17 anos.

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