Comer, Rezar, Amar

Sempre carismática, Julia Roberts vive a escritora Liz Gilbert no longa ‘Comer, Rezar, Amar’, adaptação do bestseller homônimo e autobiográfico com o qual Elizabeth Gilbert alcançou a fama mundial. Após um divórcio e uma crise existêncial, Liz decide deixar tudo para trás e viajar pelo mundo, onde conhece o prazer de comer na Itália, o poder da oração na Índia e, por fim, encontra um novo amor em Bali.

Lançado em 2006, o livro já vendeu mais de 8,5 milhões de exemplares em todo o mundo e o filme, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (01), aposta no charme de sua protagonista e na bela paisagem das locações. Filmado nos três países em que se passa a história (Itália, Índia e Bali, na Indonésia), o longa retrata a fuga de Liz de sua vida já estabelicida e acomodada.

Após 8 anos de casamento, a escritora entre em crise, se separa, repensa sua vida e, após um rápido namoro com David (James Franco), decide deixar tudo para trás e buscar sua felicidade pelo mundo. A personagem, então, passa um ano viajando. A história parece um desprendimento repentino (e financeiramente audacioso). Na vida real, no entanto, Elizabeth financiou seu ano de aventuras com o adiantamento do livro que escreveria sobre tal viagem.

Na volta, ela ganhou um novo marido e também o sucesso financeiro. A aventura gerou ainda seu segundo livro, continuação do primeiro, intitulado ‘Comprometida’, que conta a história de seu casamento com Felipe, o brasileiro que Liz conheceu em Bali no final de ‘Comer, Rezar, Amar’ – e que no filme é interpretado por Javier Bardem.

Como brasileiro, Bardem falha no sotaque, que nos faz rir: embora tenha um bom português (o ator já morou em Buzíos e em Fernando de Noronha), o sotaque é de um europeu que aprendeu português em Portugal. Como ator, no entando, o espanhol dá um show em cena, mesmo aparecendo apenas no final do longa. Julia Roberts é simpática e, cada vez mais bonita, contagia a todos com seu carisma.

A versão cinematográfica de ‘Comer Rezar Amar’ traz boas cenas e alguns momentos que provocam reflexões de vida, especialmente para as mulheres, que se identificam com a situação de Liz. O espectador (ou a espectadora, talvez) sai do cinema leve, apesar dos 140 minutos de filme – que, por vezes, se estende em algumas cenas e falha em outras.

Estereotipando países, a aventura de Liz retrata as boas massas da Itália, o colorido da Índia e o lado zen de Bali. A mistura é harmoniosa, embora pipoquem clichês da tela. Mas, no final, o objetivo é cumprido: como espactador, você se envolve e acaba torcendo pela felicidade de Elizabeth, mesmo que, no fundo, seja visível que ela não consegue ser feliz sozinha, apenas apoiada em um homem.

Texto escrito e publicado sexta-feira (01) no Portal da RedeTV.

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