Peça em homenagem a Machado de Assis chega a São Paulo

A peça ‘Contando Machado de Assis’, dirigida por Antônio Gilberto e com atuação de José Mauro Brant, chega nesta quinta-feira (12) à São Paulo, após dois anos em viagens pelo Brasil e uma breve passagem por Lisboa. Contruído em forma de monólogo, Brant interpreta dois contos de Machado: o célebre ‘Missa do Galo’ e ‘Mariana’, que não é tão conhecido, mas, segundo o diretor Antônio Gilberto, “é uma obra prima”.

Montado em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis (1839-1908) e aos seus 170 anos de nascimento (em 2009), a peça estreou no Rio de Janeiro em 2008 e, no mesmo ano, foi o representante do teatro no Colóquio Machado de Assis, promovido pela Fundação Calouste Gulberkian, em Lisboa (Portugal), além de passar por várias capitais brasileiras (como Brasília e Porto Alegre). Agora o monólogo faz sua estreia nos palcos paulistanos, com uma curta temporada na Caixa Cultural Sé neste final de semana, com entrada gratuita.

O diretor Antônio Gilberto explica que a peça reúne os contos ‘Missa do Galo’ e ‘Mariana’, mesclando-os com trechos do romance ‘Dom Casmurro’, que faz a ligação entre os contos, evitando a perda do ritmo narrativo. “O ator entre dizendo que “a vida é uma ópera”, que está em uma passagem de ‘Dom Casmurro’ e partindo disso ele vai se lembrando dos episódios contados nos contos”, esclarece.

Após costurar um discurso imaginário para o poeta espanhol Federico García Lorca na peça ‘Federico García Lorca – Pequeno Poema Infinito’, também protagonizada por José Mauro Brant, Gilberto se diz muito feliz
com a possibilidade de levar a obra de Machado de Assis ao teatro. “Nós não adaptamos o texto dele, usamos os contos como estão no livro, apenas os transportamos para a linguagem teatral.”

Gilberto conta ainda que a peça trabalha os lados narrativo e dramático presentes no texto de Machado. “A plateia assume o papel do leitor e o ator passa a ser o narrador ou os personagens”, diz.

A grande estrela da peça, no entanto, é o texto de Machado de Assis, como Gilberto faz questão de destacar: “o público tem saídos das sessões querendo ler mais coisas dele. As pessoas me dizem que perceberam pela peça que machado é legal. E é uma grande alegria ouvir isso.”

Matéria escrita e publicada hoje no Portal da RedeTV.

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