Diretor de ‘400contra1’ diz que quis fazer mini documentário em ficção

Seguindo uma lógica semelhante à de ‘Tropa de Elite’, que buscou retratar o cotidiano do BOPE pelo ponto de vista dos próprios policiais, chega aos cinemas nesta sexta-feira (06) o filme ‘400contra1 – Uma História do Crime Organizado’, dirigido por Caco Souza e protagonizado por Daniel de Oliveira (‘Cazuza’), que interpreta o futuro líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, o Professor.

Baseado no título de mesmo nome do livro escrito pelo próprio William enquanto ele estava na cadeia, o filme conta como o Comando Vermelho começou, fala da união dos presos comuns com os presos políticos nos anos 70 na prisão da Ilha Grande, durante a ditadura militar, e tem um olhar que procurar ser isento de críticas em relação ao crime organizado (ao não falar nada sobre o tráfico de drogas, por exemplo).

O diretor Caco Souza disse que todo o filme foi muito bem pensado, e o roteiro escrito com base em extensa pesquisa. “Eu quis fazer um mini documentário em ficção, de forma a deixar essa história atraente para o público, para que as pessoas entendam como e porquê surgiu a facção, o crime organizado.”

Diretor dos documentário ‘Senhora Liberdade’ e ‘Resistir’, que tem o próprio William como protagonista, Souza afirma que queria contar uma história real em seu primeiro longa de ficção. “Quando encontrei o William e li o ‘400contra1’, percebi que o roteiro já estava todo ali. Eu já tinha curiosidade de saber a história do crime organizado, quando encontrei esse personagem foi perfeito.”

O longa de Souza mescla o tempo em que as cenas se passam ao longo do filme. Bem ditático, uma vinheta indica de que ano o filme falará a seguir, evitando que o espectador se perca. O diretor conta que esta foi uma opção usada para deixar o filme mais leve. “É uma história que se passa em 10 anos, de 1971 a 1981, ir e vir no tempo foi uma opção estética usada para não cansar o espectador com cenas repetitivas. Mas isso não podia comprometer o entendimento da história. A montagem rápida vem ajudar para que o filme seja nem uma história besta nem tenha muita informação.”

Matéria escrita e publicada hoje no Portal da RedeTV.

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