Oswaldo Montenegro comemora 30 anos de carreira com shows em SP

Em seu 30º aniversário de carreira, Oswaldo Montenegro apresenta seu novo CD, ‘Canções de Amor’, com shows especiais em São Paulo. O cantor também estreia nos cinemas (como diretor do longa ‘Léo e Bia’, previsto para setembro); nos teatros (dirigindo a peça ‘Filhos do Brasil’); e na televisão (com uma série sobre a história do Brasil), isso sem contar o DVD ‘Quebra-Cabeça Elétrico’, lançado em outubro.

Montenegro conta que ficou muito feliz fazendo esse novo disco: “é uma mistura de clássicos sobre o tema do amor com três inéditas. Um disco intimista. Soa quase como se tivesse sido gravado em casa.” Ele acredita que este novo show deve ser especial, pois é a primeira vez que se apresenta sozinho com a flautista Madalena Salles. “Nós trabalhamos juntos há 35 anos e será a primeira que subiremos ao palco só nós dois, sem os outros músicos. Neste show, nós vamos nos revezar com vários instrumentos. Será muito especial.”

Neste show, o público nem precisará pedir pelos grandes sucessos. Canções como ‘Bandolins’, ‘Metade’, ‘Léo e Bia’ e ‘A Lista’ já estão no repertório previsto para a apresentação, que inclui ainda a canção ‘Sempre não é todo dia’, que no CD é cantada em parceria com Zélia Duncan. Ao contrário de alguns músicos, que se cansam de tocar as músicas que os consagraram, Montenegro diz que tem prazer em atender os pedidos do público: “acho uma questão de gentileza, é um carinho do público pedir certas canções e é um carinho tocar o que eles pedem.”

No palco, “a primeira sensação é de espanto”, revela o cantor: “me pergunto porque eles foram até lá, o que estão fazendo ali, mas a segunda sensação é de usufruir desse prazer.” Aplaudido pelos fãs, ele conta que aproveita os shows para botar tudo para fora, “show para mim é um desabafo”, revela.

Nesses 30 anos de carreira, Montanegro acredita que pouca coisa mudou na sua relação com a arte. “Eu considero um privilégio trabalhar no que se ama. Tenho uma relação completamente apaixonada com a arte e isso não mudou em nada desde que comecei.”

Dividido entre trilhas sonoras e canções autobiográficas, o músico só cita mudanças na composição de suas músicas: “com o tempo, a gente para de enfeitar e se torna mais direto, a gente abandona as metáforas e tenta ir logo no osso da coisa.” Um bom exemplo disso, para ele, é a canção ‘A Lista’, de 2001. “Foi uma música que compus quando vi que o cabelo branco é irreversível. A música fala sobre o que você conseguiu reter e o que deixou correr pelo ralo. É a música mais crua que já escrevi.”

Expandindo horizontes para várias expressões artísticas, Montenegro diz que “a música está completamente presente em todas as áreas que estou atuando, é a base de tudo para mim. Eu comecei minha carreira como instrumentista e já fiz trabalhos sem teatro ou sem cinema, mas jamais faria um filme sem música.” A diversidade é outra característica de sua obra: no DVD ‘Quebra-Cabeça Elétrico’, ele trocou o violão pela guitarra e agora retoma o violão com ‘Canções de Amor’. “Eu sou um artista tipicamente brasileiro. O Brasil é uma mistureba e eu quero exercer essa possibilidade até as últimas consequências.”

Serviço:
Lançamento do CD ‘Canções de Amor’, de Oswaldo Montenegro
Onde: Citibank Hall (av. Jamaris, 213, Moema)
Quando: 06 e 07/08, a partir das 22h
Quanto: de R$ 60 a R$ 130 (estudantes, idosos e aposentados tem direito à meia entrada), http://www.ticketsforfun.com.br ou 4003-5588

Matéria escrita e publicada ontem no Portal da RedeTV.

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