Alimentos orgânicos: o que são e quais suas vantagens

Os alimentos orgânicos, menores e não tão bonitos quantos os convencionais, são, no entanto, mais nutritivos e saborosos. Na agricultura industrial, frutas e legumes crescem a base de água e agrotóxicos: assim, os alimentos são maiores e mais bonitos, porém mais aguados, com menos sabor e nutrientes. A agricultura orgânica beneficia o consumidor e também o solo, pois se baseia no cultivo sustentável.

O secretário executivo da Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo, Márcio Stanziani, diz que “muita gente pensa que o alimento orgânico é só sem produtos químicos e agrotóxicos, não sabem que ele está inserido em um grande sistema que envolve água, manejo do solo, vento. É uma visão da produção como um sistema equilibrado, que não agride o meio ambiente.” A nutricionista Patricia Rebelo concorda: “a agricultura orgânica é, acima de tudo, sustentável. Ela dá qualidade de vida também para quem está produzindo.”

“O alimento orgânico é produzido reproduzindo a maneira como a natureza o produz”, resume Stanziani. Por ter um manejo mais cuidadoso e preocupado, o custo de produção dos orgânicos é maior e, muitas vezes, o consumidor vê apenas o custo mais elevado e não pensa nos benefícios por trás disso. Stanziani diz que, se os custos da agressão causada ao meio ambiente fossem computados aos produtos inorgânicos, eles acabariam saindo mais caro, “pois esses produtores não se preocupam em preservar o ambiente em que eles trabalham”.

Stanziani diz que os orgânicos têm mais vitalidade, pois são produzidos naturalmente. Patrícia tem a mesma opinião: “o orgânico capta todos os nutrientes do solo, ele é superior em relação a vitaminas, carboidratos, sais minerais e também porque não tem medicação. A maior parte dos alimentos inorgânicos recebe fertilizantes, e por isso ficam menos tempo no solo, captando menos nutrientes da terra.”

A procura por esses alimentos diferenciados tem crescido. Stanziani acredita que o consumidor está mais atento a produtos mais saudáveis e não está se deixando levar tanto pelas aparências, “apesar de que, hoje, há alimentos orgânicos muito bonitos, mas não é aquela coisa exagerada”, ressalta. A nutricionista Patrícia compara o alimento inorgânico ao corpo de alguém que usou muitos anabolizantes: “a fruta que cresce natural tem mais sabor, já os alimentos inorgânicos são inchados, crescem a base d’água. As pessoas estão percebendo que a fruta [orgânica] é pequena, mas bem saborosa, e muito mais nutritiva.”

Esta é a primeira parte desta matéria. A segunda parte, Alimentos orgânicos: alternativas aos altos preços, está AQUI.

Texto escrito entre fevereiro e maio de 2010 para o Portal Vital, da Unilever. A versão editada está disponível no site, cujo acesso é restrito a usuários cadastrados. Atribui uma data aleatória para a publicação do texto aqui no blog, apenas para mantê-lo como registro.

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