Entenda um pouco mais sobre a TO

A Terapia Ocupacional (TO) é a profissão mais nova e abrangente da área da saúde. Seu cotidiano envolve lidar com pessoas que enfrentam dificuldades no dia-a-dia: os pacientes podem ser desde pessoas com pequenas limitações motoras até casos graves de doenças e transtornos mentais ou envolvimento com álcool e drogas.

Atualmente existem 44 cursos de Terapia Ocupacional no Brasil, número ainda pequeno em relação às demais áreas da saúde. Em média, eles têm duração de quatro anos. Entre as disciplinas do currículo encontram-se anatomia, fisiologia, genética, farmacologia, psicologia, terapia ocupacional aplicada à saúde mental, à educação e às condições sociais, etc. O aluno também deve cumprir no mínimo um terço da carga horária do curso em atividades práticas. Depois de formado, o graduado precisa se registrar no Crefito (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) para exercer a profissão.

“A TO é uma profissão que lida com disfunções ou modificações do cotidiano das pessoas”, explica a professora Liliane Moraes Amaral, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). O tratamento é sempre voltado para a recuperação das funções vitais e pode se realizar em várias esferas (física, emocional, psíquica) e em pacientes de qualquer idade, oferecendo por isso um amplo campo de trabalho. A professora diz também que, em geral, os profissionais da área gostam de trabalhar com público e têm o sonho de intervir proporcionando a seus pacientes uma vida melhor e autônoma.

Os pacientes de um TO são pessoas que por alguma razão são ou estão impossibilitadas de realizar atividades básicas para o cuidado de si mesmas. A personagem Luciana (Alinne Moraes), da novela da Globo Viver a Viva, por exemplo, sofreu um acidente de ônibus e ficou tetraplégica. Além dos danos físicos, Luciana também foi emocionalmente afetada. Na trama, a personagem foi encaminhada para tratamento com uma terapeuta ocupacional, que poderia ajudá-la com os lados físico e emocional e também com a recuperação dos movimentos e do auto-cuidado.

A professora da UFMG enfatiza que, seja qual for o caso, “a terapia ocupacional entra para tentar resgatar ao indivíduo a possibilidade de ser autônomo no desempenho das tarefas cotidianas. Se escovar os dentes é uma necessidade, arrumaremos uma maneira com que isso seja possível”, afirma. O trabalho se dá tanto na recuperação quanto na aceitação e adaptação do paciente às suas novas condições. Liliane finaliza dizendo que “a TO tem proximidade com várias áreas da saúde (psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia), mas seu campo de estudo não é só a mente, o corpo ou a voz, mas o conjunto, a ocupação humana como um todo.”

Matéria principal:
Como funciona o trabalho dos terapeutas ocupacionais.

Texto escrito entre fevereiro e maio de 2010 para o Portal Vital, da Unilever, e publicado como retranca da matéria acima citada. A versão editada está disponível no site, cujo acesso é restrito a usuários cadastrados. Atribui uma data aleatória para a publicação do texto aqui no blog, apenas para mantê-lo como registro.

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