Um olhar sobre o amor

Posted on 3/janeiro/2009 by Cinéfilos2 comentários

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Depois de Em Paris e Canções de Amor, o diretor francês Christophe Honoré volta às telas, ainda na companhia de Louis Garrel, com A Bela Junie (La Belle Personne). De uma certa forma, o tema dos três filmes é o mesmo: o Amor. Em cada um deles a abordagem é uma e o ponto de vista diferente, de acordo com os personagens em cena. Neste novo longa, Honoré mostra o amor adolescente, e a forma como os adolescentes lidam com seus sentimentos amorosos, um campo ainda novo ou desconhecido para muitos eles.

A bela do título, que em francês tem algo de enigmático, chega à uma nova escola após a morte de sua mãe. O olhar de Junie (Léa Seydoux), um misto de triste e melancólico com uma boa dose de apatia, conquista os meninos de sua classe e até Nemours, o sedutor professor de italiano (Louis Garrel), um apaixonado por natureza.

A história deste filme irá girar em torno das disputas amorosas por Junie, e o modo como cada personagem lida com seus sentimentos, seja adolescente, adulto recém saído da adolescência ou um quarentão com um vasto conhecimento amoroso. O amor nos filmes de Honoré é o tema que motiva a trama e aqui a história terá reviravoltas e problemas até encontrar seus desfecho.

la-belle-personne2A melancolia aparente e a visível apatia de Junie se opõem à vida que transborda dos olhos de seu namoradinho Otto (Grégoire Leprince-Ringuet, o menino das canções engraçadas e melosas de Canções de Amor) e à simpatia de Nemours, com o charme próprio ao “muso” de Honoré, Louis Garrel. Entre uma aula e outra, conhecemos uma massa de estudantes, perdidos entre amores, namorinhos, intrigas e fofocas, e mais uma vez revemos quase todo o elenco de Canções de Amor: de Louis e Leprince-Ringuet que agora são professor e aluno à Clotilde Hesme (a Alice de Canções) e Alice Butaud (a irmã da protagonista de Canções, em rápida aparição aqui como a professora de russo).

Este filme talvez não tenha a graça dos outros dois, mas Honoré se mantém em sua temática com grande competência; sua câmera passeia por Paris e nos leva a conhecer os vários ambientes da cena, nos mostra um amor contextualizado pelo ambiente, por vezes la-belle-personne3um amor adolescente, enclausurado entre escadas, por vezes com dois adulto desiludidos conversando em um café. O amor de Honoré se divide entre as fases da vida. Aqui, é o modo egoísta e sonhador como os adolescentes lidam com seus primeiros amores que entra em cena, sempre pedindo ajuda aos corações crescidos e já antes vacinados.

Republicado neste blog em 14/06/2011 – atribui uma data aleatória apenas para manter o texto aqui como registro, já que este blog ainda não existia na data de publicação do texto acima. O site Cinéfilos, projeto da Jornalismo Júnior, empresa júnior de jornalismo da ECA-USP, agora está hospedado no http://cinefilos.jornalismojunior.com.br/.



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