Filmes da semana

Se beber, não case – sábado: Totalmente dispensável. Espere passar na tv a cabo.

(E por que eu assisti no cinema? Coisa que fazemos em nome da amizade. Pena que o ingresso foi tão caro.) E foi o filme mais visto no Brasil semana passada. (Por hora, evitarei a triste reflexão sobre o espectador de cinema atual – e é mais triste ainda pensar que dei meu dinheiro para um filme como este, que contribui para que essa indústria continue – e isso me lembra um amigo jornalista para quem sua editora lhe disse “Indique filmes menos ‘cults'”, ou mais burros, talvez.)

luz-silenciosa

Luz Silenciosa – domingo: Tão parado quanto a comunidade que retrata. A edição não funcionou para mim. Desculpo porque o diretor teve a intenção de transmititr a sensação de que a vida ali é parada, mas… Acredito que uma edição como esta afasta espectadores.

A Batalha de Argel (revisto) – terça: Parado, tentou ter cara de documentário, mas é claramente ficção. Um bom filme, uma história que vale a pena ser conhecida e contada, mas é preciso ter paciência e ser forte. De preferência, evitar vê-lo em um sofá confortável demais; cama então, nem pensar.

Corações e Mentes – quinta: FODA! Documentário muito bom sobre a Guerra do Vietnã feito por Peter Davis, em 1974.

Provavelmente o melhor dos filmes que vi esta semana, ainda que não tenha agradado tanto quanto A Rainha. Este é sem dúvida mais impactante, mas para quem já sabe bastante sobre a Guerra do Vietnã e o modo americano de ser, agir e acreditar em si mesmo, não há muita novidade. Vale lembrar que Pater Davis é clara influência para documentaristas como Michel Moore, que tentam convencer os americanos de que o que dizem e fazem é um absurdo. O filme Fahrenheit 9-11 parece uma versão atualizada (e piorada, diga-se) deste. Destaque para a boa edição, que corta nos momentos certos de um depoimento para outros, ou para boas imagens. Um filme longo, mas que contou muito bem a história desejada.

rainha

A Rainha – quinta: Sobre a eleição de Tony Blair (interpretado por Michael Sheen, mesmo ator que posteriormente interpretaria Frost, em Frost/Nixon), a morte da princesa de Diana (que eles não se atreveram a buscar uma atriz para interpretar – mas isso também não é de interesse do filme) e a relação da família real britânica com esta morte. A reação e comoção do povo e os efeitos da morte da princesa do povo sobre o recém-eleito primeiro ministro e a rainha Elizabeth (brilhantemente interpretada por Helen Mirren). Boa edição, mescla imagens gravadas da época com as cenas dos atores, o que torna a história mais verossímil.

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One response to “Filmes da semana”

  1. Iana says :

    Blogue novo! (ao menos no wordpress)
    Ae! Vida longa!
    Beijinho.

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