O Orfanato

Sinopse: Ao se mudar para a casa em que cresceu, um antigo orfanato, Laura e sua família enfrentam estranhos problemas quando seu filho se sete anos começa a conversar com estranhos amigos invisíveis.

Se a princípio o nome de Guilhermo Del Toro chama a atenção nos créditos iniciais como produtor, o filme em si trás poucas novidades. Para quem assiste a muitos filmes de terror, a história caiu no lugar comum: uma casa mal assombrada, uma criança que vê e fala com espíritos, o passado que volta para nos assombrar.

No entanto, “O Orfanato” conseguiu não desperdiçar seu suspense, contendo poucos, mas bons sustos. O jogo de movimentação das câmeras se revela grande aliado do diretor, que consegue manter os espectadores envolvidos com algumas cenas aparentemente simples. O mistério que se revela aos poucos vai nos envolvendo na história e mantém o interesse pelo desenrolar dos fatos, mesmo que você não seja muito fã de filmes deste tipo.

A história contada, de Laura, é nada mais que um resgate com seu passado e com suas atitudes presentes. Ela tenta reabrir o orfanato em que cresceu e tranformá-lo em abrigo para crianças com deficiências, mas neste processo irá perceber que mesmo crianças não são tão inocentes quanto pode parecer. Seus antigos amigos de infância voltam à sua vida de maneira não tão agradável e Laura vai reescrevendo e recontando sua história no decorrer do filme. Ela precisa aprender a dar mais ouvidos às pessoas que a cercam e, quem sabe, encarar a vida de uma outra forma.

No dia da inauguração do orfanato sonhado pela protagonista, uma estranha brincadeira levará ao sumiço de seu filho. Soro-positivo, o menino precisa tomar pílulas constantemente. Vários meses após o desaparecimento, Laura ainda esta obcecada por encontrar o corpo da criança, que, por vezes, ela ainda acredita estar viva.

É a partir deste ponto que o suspense se intensifica: o estado psicológico de Laura, as coisas que ela faz em sua busca desesperada e as atitudes e movimentos dos outros personagens nos envolvem e perturbam. A câmera também dá sua contribuição. Por que neste orfanato, nem tudo é apenas uma inocente brincadeira.

Texto originalmente publicado no site Homem Nerd, no começo de abril de 2008. Publico aqui em uma data aleatória, para mantê-lo como registro.

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