Tudo assim tão diferente

Comecei este novo blog pensando em republicar todo o conteúdo de meu antigo blog aqui. Mas como o UOL não tem ferramentas que permitem uma migração automática e devido à preguiça, mudei o direcionamento de minha proposta.

Tentei, de fato, republicar. Cansei nos três primeiros posts. E, relendo este que republico abaixo, me veio à cabeça Cássia Eler

“(…) nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente…”

Foi bom no começo. E agora que o final [da faculdade] se aproxima há aquela apreenção misturada com tristeza por uma nova separação dos amigos e uma sensação de tempo perdido, desperdiçado.

Publicado em 02/04/2007, 11h03:

A divagação inutil é o que há!

Há momentos em que vc cansa do orkut, cansa do computador, mas ñ sai dele, ñ se desconecta…
começa a divagar, pensar besteiras e escrever coisas a toa, dessas que vc escreve para ninguem ler e que ninguem vai ler mesmo.

Estava pensando em um momento desses sobre esse começo de ano e ainda sobre o final do ano passodo, a transição. os amigos fragmentados, cada um no seu canto. Uns foram pra faculdade, outros pro cursinho, em comum: uma historia vivida e muitas risadas futuras.
Deparar-se com um mundo novo [risadas inerentes a ele], a ECA e sua agua que nos faz voltar à primeira infancia, é o que dizem, um mês depois, eu ñ duvido. Crianças na purberdade, risadas a toa, futuros jornalistas ecologicos.
Os novos assuntos que surgem nas conversas com os amigos do colegio, agora são a faculdade, as novas aulas, uma amiga da Poli reclamando da vida. Alguns reclamam do calor do interior, do trem que leva até a zl, ou do onibus que chega até a cidade universitaria. O deserto do relógio e suas mil faces.
Algum dia as coisas mudam, e que venham varios e varios encontros no café da história!

“Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora
Das descobertas que fizemos
Dos sonhos que tivemos
Dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas
Da angústia
Das vésperas dos finais de semana
Dos finais de ano
Enfim… Do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado,
Seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…
Nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses… anos…
Até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
“Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… Isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
Reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida,
Isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo:
Não deixes que a vida passe em branco,
E que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
Que tivessem morrido todos os meus amores,
Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

Fernando Pessoa

Ver comentários feitos no original.

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