Archive | agosto 2011

Cada um com seu cinema

Gostei bastante dos curtas que compõe o filme “Cada um com seu cinema” (Chacun son cinéma/2007), realizado por ocasião dos 60 anos do Festival de Cannes. Achei interessante como alguns diretores deixam suas marcas claras, enquanto outros surpreendem fugindo delas. As reflexões podem ser superficiais, mas é um belo filme – e é divertido tentar imaginar de quem são os curtas.

Posto aqui alguns dos que estão no Youtube e tem legendas (ou estão em inglês).

Trois Minutes

Dans L’Obscurite

Não encontrei nenhuma versão do curta de Wong Kar Wai (I traveled 9000 km to give it to you) com legendas. Uma pena, foi um dos que eu mais gostei (e o texto está em chinês, então…).

Outros curtas online:
- “At the Suicide of the Last Jew in the World in the Last Cinema in the World” (em inglês);
- “War In Peace“;
- “Miguel Pereira em Cannes“;
- “World Cinema“;
- “The Electric Princess House“.

Anima Mundi 2011

Depois do longa desastroso de quinta-feira, dei sorte com os filmes que vi domingo no Anima Mundi. Estive nas sessões Curtas 3David Daniels & Carlos Saldanha.

Dos que realmente gostei nestas duas sessões, só encontrei Bomtempo na internet:

Queria ter visto também as sessões Curtas 4, Chilemonos e Pixar 25 anos. Destas, encontrei alguns curtas por aí:

Três Pequenos Pontos

Travesseiro de Plumas

O Jogo de Geri

Sabor de infância

Minha família foi para o interior e fez bolachinhas de pinga. Eles trouxeram bastante para cá e elas estão deliciosas. Seguem a receita que minha avó costumava fazer quando éramos pequenos. Mas não são iguais. Não são tão gostosas. Algo lhes falta.

Quando observei que o que falta seria o sabor de infância, meu irmão me mandou o conto “Omelete de Amoras”, de Walter Benjamin, que compartilho por aqui, porque – além de fazer todo sentido neste caso e de meu desejo de guardar este link – gosto destas reflexões sobre memória e percepção.

O texto pode ser encontrado na pág. 219 de “Walter Benjamin: Obras Escolhidas II - Rua de mão única” (São Paulo, Editora Brasiliense, 1995). Está na parte “Imagens do Pensamento”. AQUI, uma versão do livro em PDF.

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