O primeiro que disse
Gostaria de escrever sobre o filme “O primeiro que disse” (Mine Vaganti) sem estragar a surpresa que me causou. Sem revelar os detalhes da trama que foram tão divertidos vistos às cegas. O que mais me agrada em cabines de imprensa ou mostras de cinema é o ineditismo.
Evito ler sinopses, não gosto delas desde que vi “A ilha”, cuja sinopse entrega o ouro dizendo que os protagonistas são clones. Eu não tinha lido nada sobre o filme, fui vê-lo apenas porque tinha Ewan McGregor no elenco. E aí eu caí, como os personagens, na história da ilha. Fui descobrindo junto com eles que era tudo uma grande farsa criada para que os verdadeiros humanos vivessem mais. Foi incrível! Uma experiência artística que desejo a todos. (Sugiro apenas, é claro, algumas precauções para não acabar caindo em algum besteirol.)
Voltando ao filme que assisti ontem, “O primeiro que disse”, e que estreia dia 1º nos cinemas paulistanos: a sinopse do filme, aquela que veio no release, revela até detalhes que acontecem já quase no final do longa! Mas eu só a li depois de voltar do cinema e, infelizmente, não há como falar do filme sem revelar alguns detalhes. Uma pena.
O longa retrata dois irmãos gays envolvidos em um dilema: seguir com suas vidas ou assumir os negócios da família conservadora, que vive em uma pequena cidade na Itália e tem uma fábrica de macarrão (mais caricatural impossível!). Antonio, o primeiro que fala, como revela o título, é o que se dá melhor – embora provoque um enfarto no pai, que não aceita o filho homossexual, o expulsa de casa e passa a acreditar que todos na rua riem dele.
Seu irmão Tomasso (Riccardo Scamarcio, dono de lindos olhos azuis), que tinha intenção de contar antes e acaba encurralado pela família, se vê distante de seu namorado e da vida que deixou em Roma. Ele vai ficando na bela e pequena Lecce, faz amizade com a filha do sócio de seu pai e até se diverte um pouco, mas está infeliz.
Está é a primeira metade do filme: a família, a tristeza e a amizade com a bela Alba (Nicole Grimaudo). Então, os amigos de Tomasso (e seu namorado) decidem visitá-lo em Lecce. E aqui o filme se assume, como se ele próprio saísse do armário: os três amigos tentam esconder uma divertida afetação e Mateo, o namorado deixado em Roma, é discreto e charmoso.
Marcante na trilha sonora, a música “50 mile”, de Nina Zille, que o protagonista dança em frente ao espelho logo no começo do filme, já anuncia o que o espectador verá na cena em que os cinco amigos e Alba, perfeitamente integrada, dançam “Sorry, I’m a Lady”, de Baccara, na praia. Genial!
“O Primeiro que disse” me lembrou um pouco o espanhol ”À moda da Casa” (Fuera de Carta), outra comédia gay que assisti na Mostra 2008 e que chegou a passar em alguns cinemas de SP em 2010, se não me engano. Mas o italiano tem a vantagem de ser mais sútil, sem o exagero dos filmes espanhóis, mas com o bom humor característico de filmes que abordam a temática gay de maneira natural, como tem de ser.
Outro destaque do filme é a matriarca da família, a nona de Tomasso: a atriz Ilaria Occhini interpreta uma senhora diabética, viciada em doces, e com um passado que a persegue, um detalhe sempre presente no filme. Compreensiva, ela é a única que sempre soube que seus dois netos eram gays, embora ninguém mais suspeitasse. Ela sabe que não se pode fugir do passado, das escolhas e mentiras que deixamos para trás. Talvez seja a “nona” (curiosamente sem nome) o grande eixo motor do longa: ela é o porto seguro dos netos, faz a alegria e tristeza da família e serve como elemento conciliador.
“O primeiro que disse” é leve e divertido, sem deixar de fora a reflexão sobre o preconceito, os tabus familiares, os desafios encontrados pela população homossexual em comunidades fechadas e conservadoras, e as escolhas sem volta que tomamos na vida.
Livro retrata peripécias amorosas entre rapaz e prostituta
Foi com um estilo rápido e pouco descritivo que Estevão Romane escreveu seu primeiro romance, ‘Eu amei Victoria Blue’. Recém-lançado, o livro é autobiográfico e conta a história do relacionamento que o autor teve com Fernanda, uma garota de programa de codinome Victoria Blue.
Quando se conheceram, Estevão, que no livro se chama Davi, não sabia como Fernanda ganhava a vida. Ambos brasileiros, eles se cruzaram em Nova York e se envolveram em um forte relacionamento, muito marcado pela questão sexual. A grande motivação da trama, no entanto, é o mistério que cerca a moça: “Quando descobri comecei a rir: ela é uma mulher cheia de morais e princípios, achei estranho”, contou Romane ao RedeTVi.
Eles passaram oito meses juntos sem que o jovem conhecesse a profissão de sua namorada. Depois que descobriu, foram mais oito meses para superar o trauma e conseguir externá-lo em palavras. “A ideia de escrever o livro veio logo após a descoberta. Depois de passar vários momento com ela eu quis escrever sobre isso, é uma história muito boa e que precisava ser dividida. Eu comecei a escrever logo que descobri, mas depois travei, passei oito meses sem conseguir escrever”, disse o escritor, que demorou um ano e meio para concluir seu primeiro trabalho.
Apesar de se assumir como autobiográfico, Romane criou para si um alterego: Davi. Pode parecer estranho, mas ele explica que quis dar uma chance aos personagens: “Não queria nos deixar presos ao livro. Os personagens são eternos e imutáveis, mas nós, que vivemos aquela história, não podemos ficar presos ao livro. Tem coisas que eu fiz na época que eu não faria hoje.”
Quando descobriu a farsa de Fernanda, Romane simplesmente acabou o namoro: “Percebi que o caráter dela era muito diferente do que ela havia me dito, ela mentiu para mim em vários aspectos, não só sobre sua profissão. Nunca contei para ela que eu descobri. Não queria destruir o mundo que ela tinha criado para mim, tive medo que ela surtasse.
Depois que voltou para o Brasil, o escritor não teve mais notícias de sua ex-namorada: “Pelo que eu sei ela se casou com um americano e está tirando o green card.” Ele diz que não escreveu o livro pensando na reação que a moça terá quando ler a história dos dois: “Acho que ela vai acabar sabendo do livro, mas sua reação é imprevisível. Uns dois meses antes de descobrir que ela era garota de programa, e isto está no livro, eu falei pra ela que ia escrever um livro sobre ela. Só não imaginava que seria assim.”
Pego de surpresa com o fim dramático de seu relacionamento, Romane construiu sua história de forma pessoal e bastante informal. O livro tem uma narrativa leve, com muitos diálogos e poucas descrições. O começo empolga na saga entre o rapaz (hoje com 23 anos, mas que na época tinha 20) e sua vizinha – um enredo semelhante ao de filmes como ‘Show de Vizinha’ ou ‘O Pecado mora ao lado’, com uma bela moça que se envolve com um jovem um tanto quando desajeitado. A narrativa perde força no final, mas, como Romane diz, “é uma história que vale a pena ser contada.”
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Matéria escrita e publicada terça-feira (07) no Portal da RedeTV.
Conheça os homenageados com a Ordem do Mérito Cultural
Acontece nesta quinta-feira (02) em Brasília a cerimônia de entrega da insígnia da 16ª Ordem do Mérito Cultural. Entre os 40 homenageados, divulgados nesta quarta pelo ministro da Cultura Juca Ferreira, destacam-se nomes como Gal Costa, Glória Pires, o grupo Demônios da Garoa e o compositor Hermeto Pascoal. A entrega acontecerá no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
A categoria ‘In Memoriam’ traz homenagens a grandes nomes da cultura brasileira, como Armando Nogueira, Carlos Drummond de Andrade, Cazuza, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo, Moacir Werneck de Castro, Nelson Rodrigues e Vinicius de Moraes.
“Para receber a Ordem do Mérito Cultural foram escolhidas pessoas que exprimem a nossa tradição, a nossa vanguarda, as diferentes correntes de criação cultural e artística do nosso povo. Muitos dos agraciados não se conhecem entre si e isto é mais uma mostra de que o Brasil é múltiplo, é plural, e que cabe aos brasileiros revelar uns aos outros o país que estão criando em conjunto”, comentou Juca Ferreira em nota divulgada pelo MinC.
Confira a lista de homenageados:
- Andrea Tonacci, cineasta
- Anna Bella Geiger, gravurista e videoartista
- Mestre Alberto da Paz, violeiro e cantador
- Azelene Inácio Kaingáng, socióloga
- Candido Antonio Mendes de Almeida, escritor e professor
- Carlota Albuquerque, coreógrafa e diretora de dança
- Cesaria Evora, cantora
- Conjunto Época de Ouro, grupo de choro
- Coral das Lavadeiras
- Demônios da Garoa
- Denise Stoklos, autora de teatro
- Bispo católico Dom Pedro Casaldáliga Pia
- João Carlos de Souza-Gomes, embaixador
- Escuela Internacional de Cine y Television de San Antonio de los Baños (EICTV), fundada por Gabriel García Márquez
- Gal Costa, cantora
- Glória Pires, atriz
- Companhia de Danças Folclóricas Aruanda
- Hermeto Pascoal, compositor e instrumentista
- Ilo Krugli, diretor, ator, artista plástico e escritor
- Ismael Ivo, bailarino e coreógrafo
- Ítalo Rossi, ator
- Jaguar, caricaturista e ilustrador
- Joênia Wapixana, primeira advogada indígena do Brasil
- Leon Cakoff, crítico cinematográfico e cineasta
- Leonardo Boff, teólogo
- Maracatu Estrela Brilhante de Igarassú
- Mário Gruber Correia, gravador, pintor e desenhista
- Maureen Bisilliat, fotógrafa
- Maurício Segall, museólogo, economista, escritor e dramaturgo
- Rogério Duarte, artista gráfico, músico, compositor, poeta, tradutor e professor
- Sociedade Cultural Orfeica Lira Ceciliana
- Tinoco, cantor
In Memoriam
- Armando Nogueira, jornalista e cronista esportivo
- Carlos Drummond de Andrade, poeta
- Cazuza, cantor
- João Cabral de Melo Neto, poeta e diplomata
- Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo, político, historiador, jurista, jornalista e poeta
- Moacir Werneck de Castro, jornalista e escritor
- Nelson Rodrigues, escritor e dramaturgo
- Vinicius de Moraes, poeta, cantor e compositor
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Nota escrita e publicada quinta-feira (02) no Portal da RedeTV.
Um brinde ao cinema nacional
Muitos espectadores ainda acreditam que o cinema nacional não tem valor: são os mesmo que valorizam apenas as grandes produção de Hollywood. No entanto, parece que uma boa parte deles se rendeu e foi ao cinema ver ‘Tropa de Elite 2‘.
O filme dirigido por José Padilha atingiu nesta terça-feira (07) a marca de 10.736.995 espectadores, segundo o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual da Ancine, se tornando o filme mais visto de toda a história do cinema brasileiro. A continuação da saga de Nascimento ultrapassou ‘Dona Flor e seus Dois Maridos‘ (1976) que liderou o ranking por mais de 30 anos com um público de 10.735.524.
‘Tropa de Elite 2′ estreiou nos cinemas em 8 de outubro e ainda está em cartaz com 331 cópias em todo o Brasil. Na próxima semana, que será sua décima em cartaz, aproximadamente 200 salas estarão exibindo o longa.
O Brasil está entrando na rota de divulgação de filmes internacionais e nosso cinema também tem crescido. O segundo Tropa de Elite foi convidado para participar de Sundance (e o primeiro ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2008).
Neste mês acontece também a 11ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro, que o Cinesesc promove em São Paulo até dia 30 de dezembro. A mostra exibe 74 títulos nacionais lançados no ano de 2010, entre os quais se destacam ‘Tropa de Elite 2′, ‘ Chico Xavier’, ‘Lula, O Filho do Brasil’, ‘Nosso Lar’, ‘Uma Noite em 67′ e também filmes menos prestigiados pelo público, mas que valem muito a pena como ‘O Sol do Meio Dia’, ‘ Os Famosos e os Duendes da Morte’, ‘ É Proibido Fumar’, ‘Hotel Atlântico’ e ‘Cabeça a Prêmio’, entre outros.
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Texto escrito e publicado hoje no Vereda Estreita.
Paperblog
Valido a inscrição do meu blog ao serviço de Paperblog sob o pseudónimo brunabuzzo.
Dirty Vegas vai apresentar canções inéditas neste sábado em São Paulo
O trio britânico de house music Dirty Vegas toca em São Paulo neste sábado (04). Paul Harris, Steve Smith e Ben Harris já estão no Brasil para a apresentação no Halls XS Xtra Sound. Responsável pela produção dos sons do grupo, Harris disse ao RedeTVi que adora tocar em nosso país: “Não há motivos para não se gostar do Brasil”, revelou.
Este será o primeiro show do grupo por aqui. Harris contou que já tocou algumas vezes no Brasil como DJ e por isso suas expectativas são as melhores possíveis: “Eu sei que são grandes shows, adoro tocar aqui, me sinto sortudo por poder tocar no Brasil. Será um grande show, com muita gente, uma grande festa.”
O DJ revelou que não sabe ao certo o que inspira as composições do Dirty Vegas, mas acredita que as ideias podem vir de qualquer lugar: “Tento ver as coisas e desenvolver sons de acordo com o que está acontecendo no mundo no momento.” Os artistas que eles admiram também ajudam na hora de criar novas músicas. Harris se disse muito fã de Phoenix, um grupo de rock alternativo francês: “são minha banda favorita, nosso novo álbum tem certa influência deles”, confessou.
No show em São Paulo, o músico adiantou que eles vão tocar várias músicas inéditas, presentes no novo álbum, que não foi lançado ainda, além de faixas dos últimos dois discos. “É estranho tocar músicas que as pessoas não conhecem, mas nós achamos que são boas músicas e que as pessoas vão gostar delas”, afirmou Harris, que ainda garantiu que não vão faltar clássicos do grupo como ‘Days Go By’ e ‘Walk Into The Sun’.
Sobre o novo álbum, ainda inédito, Harris disse que foi um desafio voltar a reunir o grupo: “Nós ficamos separados por cinco anos, é diferente voltarmos a nos reunir. O disco tem influências de várias pessoas que eu admiro”. Ele revelou que eles têm planos de voltar ao estúdio, para “fazer alguma música”, assim que voltarem para a Inglaterra: “É divertido fazer um novo álbum”, brincou.
Harris se disse muito feliz por estar tocando em um grande festival no Brasil: “Como DJ, é bom tocar ao vivo, ver as pessoas dançando suas músicas”. Falando sempre pelo grupo, o produtor disse que espera voltar ao Brasil no Carnaval: “Gosto de tudo no Brasil, os lugares são pacíficos e as pessoas são incríveis”, afirmou, sempre bem-humorado e confiante, com um simpático sotaque britânico.
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Matéria escrita e publicada sexta-feira (03) no Portal da RedeTV.
Annie Awards divulga indicados ao prêmio de 2011
Considerado o Oscar da animação, o Annie Awards revelou nesta segunda-feira (06) quem são seus indicados para a edição de 2011 do prêmio. A cerimônia de entrega do 38º Annie Awards acontece no dia 5 de fevereiro de 2011, em Los Angeles, Califórnia.
O grande destaque deste ano é o terceiro filme da série ‘Toy Story’. Os longas ‘Como treinar seu dragão’ e ‘Meu Malvado Favorito’ também se destacam nas categorias. A animação francesa ‘O Mágico’, de Sylvian Chomet, diretor de ‘As Bicicletas de Belleville’, com um traço de desenho tradicional, que ainda não chegou aos cinemas brasileiros, pode se destacar como uma das surpresas da cerimônia.
Confira os indicados por categoria:
Melhor Filme de Animação
MEU MALVADO FAVORÍTO | Illumination Entertainment
COMO TREINAR O SEU DRAGÃO | DreamWorks Animation
ENROLADOS | Disney
O MÁGICO | Django Films
TOY STORY 3 | Disney/Pixar
Melhor Curta de Animação
COYOTE FALLS | Warner Bros. Animation
DAY & NIGHT | Pixar
ENRIQUE WRECKS THE WORLD | House of Chai
THE COW WHO WANTED TO BE A HAMBURGUER | Plymptoons Studio
THE RENTER | Jason Carpenter
Melhor Efeitos de Animação
Andrew Young Kim | SHREK PARA SEMPRE
Jason Mayer | COMO TREINAR O SEU DRAGÃO
Brett Miller | COMO TREINAR O SEU DRAGÃO
Sebastian Quessy | A LENDA DOS GUARDIÕES
Kryzstof Rost | MEGAMENTE
Melhor Diretor de Animação
Sylvain Chomet | O MÁGICO
Pierre Coffin | MEU MALVADO FAVORÍTO
Mamoru Hosoda | SUMMER WARS
Chris Sanders, Dean DeBlois | COMO TREINAR O SEU DRAGÃO
Lee Unkrich | TOY STORY 3
Melhor Trilha Musical de Animação
Sylvain Chomet | O MÁGICO
David Hirschfelder | A LENDA DOS GUARDIÕES
John Powell | COMO TREINAR O SEU DRAGÃO
Harry Gregson Williams | SHREK PARA SEMPRE
Pharrell Williams & Heitor Pereira | MEU MALVADO FAVORÍTO
Melhor Direção de Arte de Animação
Yarrow Cheney | MEU MALVADO FAVORÍTO
Eric Guillon | MEU MALVADO FAVORÍTO
Dan Hee Ryu | A LENDA DOS GUARDIÕES
Pierre Olivier Vincent | COMO TREINAR O SEU DRAGÃO
Peter Zaslav | SHREK PARA SEMPRE
Melhor Roteiro de Animação
Michael Arndt | TOY STORY 3
Sylvain Chomet | O MÁGICO
William Davies, Dean DeBlois, Chris Sanders | COMO TREINAR O SEU DRAGÃO
Dan Fogelman | ENROLADOS
Alan J. Schoolcraft & Brent Simons | MEGAMENTE
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Nota escrita e publicada hoje no Portal da RedeTV.
FLIP 2011 será entre os dias 6 e 10 de julho
A próxima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) já tem data marcada. A 9ª edição da FLIP vai acontecer entre os dias 6 e 10 de julho de 2011, com a estreia de Manuel da Costa Pinto na curadoria do evento.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (02) à imprensa, Mauro Munhoz, diretor-presidente da Associação Casa Azul, responsável pela organização do evento, disse que a associação já está trabalhando na FLIP 2011: “Sempre no intuito de manter a qualidade do evento que já conquistou a agenda literária mundial.”
A edição de 2010 aconteceu em agosto devido à Copa do Mundo, mas para o próximo ano já voltará para julho, mês em que tradicionalmente se realiza.
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Nota escrita e publicada quinta-feira (02) no Portal da RedeTV.
O Brasil está com tudo
Em menos de 15 dias, Ricardo Darín e Francis Ford Coppola passaram pelo Brasil. Os dois estiveram em São Paulo: Darín foi homenageado pela 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul e participou da pré-estreia de seu novo filme como protagonista, ‘Abutres‘, que estreou nesta sexta (03) no circuito comercial. Coppola também apresentou seu trabalho mais recente por aqui, o diretor veio exclusivamente para divulgar ‘Tetro‘.
Na última quarta-feira (01), Coppola conversou com a imprensa à tarde e participou da pré-estreia de ‘Tetro’ de noite, para a alegria dos paparazzi, que não deixaram o diretor em paz, afastando até os fãs que desejavam tietar. Era igualmente incomodado pelos flashes quando iniciou a coletiva de imprensa. Felizmente, os jornalistas presentes pareciam agradar com seus questionamentos. Em sua maioria, com um ar de idolatria, muitos de nós pensando que não sabiam sequer por onde começar suas perguntas ao diretor. E, na dúvida, optavam pelo silêncio.
As perguntas foram poucas, mas Coppola falou como um verdadeiro mestre, ensinando lições de cinema, ainda que breve, aos jovens ali presente. Em sua fala, sempre humilde, o cineasta falou de sua paixão pela literatura latino-americana, que o levou a escolher Buenos Aires como cenário. Revelou também que quis fazer um filme “como se fosse um estudante” e disse que agora só quer fazer filmes “para aprender, não pelo dinheiro ou pelo sucesso.” Ele já não precisa.
E não somos só nós que sabemos disso, ele mesmo fala que já não se importa mais com a crítica ou com o sucesso de seus filmes. Está velho demais para isso, parece dizer, com sua barba branca e os cabelos levemente desgrenhados, enquanto nós ficamos pensando “o senhor já está famoso demais para isso”. Senhor, sim, porque é até difícil imaginar tratar o poderoso chefão em pessoa de outra forma.
Apesar disso, e apesar também de não disfarçar o mal-estar que os fotógrafos lhe causam, Coppola é simpático com os repórteres. Na coletiva, não exitou em desautorizar a assessora de imprensa, que queria encerrar a festa dos jornalistas. “Mas já? Eu mal comecei!”, brincou Coppola, perguntando quem ainda tinha perguntas a lhe fazer. Eram quatro e ele se propos a responder todas elas. Na pré-estreia, desta vez assediado por repórteres de televisão, também foi simpático em seus comentários, elogiando o cineasta Walter Salles e o cinema brasileiro. Coppola será o produtor de ‘On the Road‘, road movie que o Salles está filmando com Kristen Stewart.
Já Ricardo Darín, possivelmente o maior ator argentino da atualidade, foi tão protegido por sua assessoria de imprensa que os fotógrafos mal tiveram tempo de assediá-lo. (Mas quando nos deixaram fotografá-lo, ele foi simpático e receptivo, um gentleman). No último dia 19, mesmo dia da abertura da 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul em São Paulo, o ator participou de uma coletiva de imprensa na Cinemateca Brasileira. Modesto, ele disse que não se julga merecedor de homenagens e discordou do repórter que lhe perguntou se ele era o ator mais famoso de seu país.
Depois do sucesso de ‘O Segredo dos Seus Olhos‘, que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009, Darín volta às telas com ‘Abutres’, de Pablo Trapero (‘Leonera‘), em que interpreta um advogado que perdeu sua licença e foi trabalhar em uma Fundação que explora os acidentados em vias públicas, ajudando-os a obterem dinheiro de suas seguradoras de vida, mas retendo boa parte da indenização. São os apelidados “abutres”.
Em um ambiente hostil, como o próprio ator define (o filme se passa na região periférica de Buenos Aires), seu personagem Sosa conhece Luján (Martina Gusmán), uma paramédica que atende os acidentados. O amor dos dois motiva o protagonista a querer sair de seu emprego, mas, em um negócio escuso, nada é tão simples.
O filme é triste, com uma violência seca. Retratando uma situação difícil sem meias palavras e mostrando até que ponto as pessoas chegam por dinheiro. ‘Abutres’ guarda alguma semelhança com ‘Tetro’ em seus retratos das relações humanas. Ambos os filmes são memoráveis, bem como a passagem de seus realizadores pelo Brasil.
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Texto escrito e publicado hoje no Vereda Estreita.
Godard chega aos 80 anos com estreia de novo filme
Os distribuidores brasileiros conseguiram fazer o aniversário do cineasta Jean-Luc Godard coincidir com a estreia nacional de ‘Film Socialisme’, novo trabalho do consagrado diretor francês. Nascido em 3 de dezembro de 1930 e natural de Paris, Godard cresceu na Suíça e depois voltou para a França para estudar etnologia na Sorbonne.
Em 1952 ele começou a fazer colaborações para a revista Cahiers du Cinéma. Depois de filmar vários curta-metragens, o cineasta fez ‘Acossado’ em 1959. Este seu primeiro longa se destacou como um dos primeiros filmes da Nouvelle Vague, um movimento cinematografico francês dos anos 1960, caracterizado pela presença de realizadores jovens e avessos às regras do cinema comercial.
Com 93 filmes no currículo, entre longas e curtas-metragens ficcionais e documentais, Godard foi um dos líderes da Nouvelle Vague, do qual também participaram François Truffaut (‘Os Incompreendidos) e Claude Chabrol (‘Nas Garras do Vício’, considerado o primeiro filme do movimento). O cineasta criou uma linguagem cinematográfica própria, fazendo uso da câmera na mão e de roteiros não-lineares, entre outros recursos, criando filmes muitas vezes considerados chatos ou difíceis.
Nos anos 1960, Godard adotou sua então esposa Anna Karina como musa. Os dois fizeram sete filmes juntos e a jovem se tornou uma das atrizes símbolo da Nouvelle Vague.
Godard influencia grandes diretores até hoje. David Lynch, Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Gus van Sant e Mathieu Amalric são apenas alguns dos que se dizem fãs do cineasta. Atualmente Godard vive na cidade de Rolle, na Suiça, onde se instalou há 30 anos com sua companheira Anne-Marie Miéville, após ter declarado que se tratava de “um lugar qualquer”, onde pode encontrar paz e tranquilidade longe dos holofotes.
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Noita escrita e publicada hoje no Portal da RedeTV.






