Archive | junho 2010

Saga Crepúsculo chega ao 3º episódio com furor do público

O terceiro episódio da ‘Saga Crepúsculo’, ‘Eclipse’, chega amanhã às salas de todo o mundo. A produtora do filme preparou o lançamento simultâneo do longa na maior parte do planeta.

O fenômeno adolescente estreia nesta quarta (30), mas jovens vampiros devem passear pelos shopping já na noite de hoje: os ingressos para pré-estreias e sessões regulares estavam a venda desde o dia 14 de maio e as salas, como você pode imaginar, já estão lotadas.

Furor
Se os anos 2000 foram marcados pelo sucesso dos bruxos de ‘Harry Potter’, a vez agora é de vampiros e lobos. Enquanto o bruxinho se despede das telas (a primeira parte do último filme estreia em novembro), Eclipse promete ser o Avatar desde semestre: sem ingresso antecipado, nada feito.

Na noite de ontem (28), enquanto jornalistas saiam de uma sessão exclusiva para imprensa, milhares de fãs se aglomeravam no hall do cinema, esperando por uma pré-estreia promocional. Além de verem ‘Eclipse’ antes de todo mundo – e poderem se gabar disso para os amigos – os fãs também foram ao delírio com um pocket show da Banda Hori, do ator e cantor Fiuk.

Não há receita melhor para vender CDs de trilha sonora que juntar dois fenômenos teens. A produtora e a distribuidora do filme no Brasil convidaram a banda de Fiuk para compor uma música (‘Eterno para Você’) que integra o CD da trilha sonora que foi lançado no país neste mês. A solução encontrada para vender as músicas indies que animam as aventuras de ‘Eclipse’ (e que geralmente não são as preferidas deste público).

O que esperar
Os filmes, você já sabe, são sempre parecidos. Não importa se você é fã ou não, Eclipse não tem nenhuma surpresa. No terceiro episódio da série, o público continua se divertindo com o triângulo amoroso e os dilemas de Bella Swan (Kristen Stewart), Edward Cullen (Robert Pattinson) e Jacob Black (Taylor Lautner).

O vampiro continua pálido e magrelo, enquanto o lobo aparece cada vez mais sarado, o que rende boas tiradas do roteiro, como um momento em que Edward pergunta se Jacob não usa mais camisas. A exposição dos corpos sarados não é gratuita: a tribo de lobos atrai mulheres mais velhas para o público, enquanto o amor platônico de Bella e Edward faz a cabeças das meninas.

Além dos dilemas da jovem Bella – que tem o coração divido entre o frio casamento proposto pelo vampiro Edward e o amor tórrido oferecido pelo amigo Jacob, o lobo descamisado -, os protagonistas enfrentam uma luta contra uma gangue de vampiros recém-criados, comandada por uma velha inimiga dos Cullen (os vampiros vesgetarianos).

A luta de ‘Eclipse’ encaminha a trama para o grande final, que deve dividir o último livro de Stephenie Meyer, ‘Amanhecer’, em dois filmes, o primeiro com estreia prevista para novembro de 2011. Se você gosta da fórmula, tente correr mais rápido que Edward, os cinemas já estão lotados!

Matéria escrita e publicada no Portal da RedeTV.

Quero ser Michael Jackson

Cinco dias antes de Michael Jackson morrer, no dia 20 de junho de 2009, Rodrigo Jam estava no Teatro Santos Dumont, em São Caetano do Sul, gravando o primeiro DVD oficial de seu show como cover do Rei do Pop. Considerado hoje como o melhor imitador do astro no Brasil, o paulista de São Caetano do Sul começou sua carreira na escola, “brincando em show de talentos”, quando tinha apenas 10 anos.

Com 24 anos, 12 deles atuando profissionalmente como cover, Rodrigo Soares de Almeida hoje ganha a vida com uma paixão que começou em 1993, quando Michael veio ao Brasil em turnê com o disco Dangerous (1991). “Eu tinha 7 anos e acompanhei o show de São Paulo pelo rádio; desde então virei fã”, conta.

O nome profissional veio por causa da música Jam, que integra o disco Dangerous. Na escola, Rodrigo se apresentou com essa música e fez sucesso entre os amigos, que começaram a chamá-lo de Jam. O apelido pegou e hoje o rapaz faz cerca de sete apresentações por mês, com um preço que varia de R$800 (show solo) a R$2500 (com bailarinos).

Tanto para Jackson quanto para os covers, a morte parece ter sido boa. Jam diz que a procura por suas apresentações triplicou depois que o ídolo morreu. “Antes, teve uma época em que a mídia estava falando muito mal do Michael, por causa das acusações de pedofilia. Aí com a morte ele voltou a ser o ‘Rei do Pop’ para a mídia e todo mundo passou a querer show do Michael Jackson!”.

Segundo Jam, em suas apresentações, “a reação das pessoas é das melhores possíveis”. Ele conta que está passando por uma boa fase em sua carreira; um de seus dançarinos fez um curso com o coreógrafo do próprio MJ! E eles chegam a fazer 10 shows “quando o mês está bom”.

Além de estudar os passos e procurar ser o mais fiel possível à coreografia e ao visual de seu ídolo, Jam também estudou os fundamentos da dança de Michael e suas origens no hiphop e no pop. “É um esforço de aperfeiçoamento constante, e é bom quando ele é reconhecido”.

Por coincidência, Jam lançou seu primeiro DVD – com dançarinos, performances, roupas e tudo o mais – cinco dias antes do astro falecer. “Fui acusado de ser um aproveitador, muita gente me criticou, mas eu já estava trabalhando para que o DVD fosse possível e isso só me fez querer melhorar ainda mais o meu show. A morte dele foi um choque. Michael Jackson faz parte da minha vida e ela tomou um rumo diferente com sua morte”. O rumo do estrelato, alguns diriam.

Ele conta que sempre quis fazer carreira como cover: “eu comecei a fazer covers por amor, por admiração ao artista que foi Michael Jackson. Sua morte me abalou muito, fiquei até doente; eu acompanhei o funeral à base de remédios”.

Jam acredita que o legado de MJ será eterno, “como Elvis, que morreu há mais de 30 anos e os covers dele trabalham até hoje. Michael Jackson, Elvis e Marilyn Monroe são figurinhas carimbadas nos eventos de cover, não pode faltar!”. O rapaz não acredita nas teorias que duvidam da morte do cantor, mas afirma que “ele estará eternamente vivo na lembrança dos fãs no mundo inteiro”.

Matéria escrita e publicada no Especial 1 ano sem Michael Jackson do RedeTVi.

Michael Jackson: vivo ou morto?

No dia 25 de junho de 2009 falece Michael Joseph Jackson, vítima de uma overdose de Demerol, um analgésico semelhante à morfina. Ao menos é o que consta em seu atestado de óbito.

O verdadeiro nome completo do grande astro do pop, no entanto, era Michael Joe Jackson. E, para quem acredita que ídolos nunca morrem, um nome trocado em um documento oficial é o suficiente para acreditar que a possibilidade de cruzar com o astro por aí ainda existe.

E as teorias de que o cantor ainda está vivo não param por aqui. Para os fanáticos, o corpo no caixão não era de Michael. Aliás, havia corpo no caixão? Você viu? Eles não viram. E, como Tomé, de tudo duvidam.

Neste culto ao ídolo do pop, minutos após sua morte foi registrado na web o domínio www.michaeljacksonhoaxdeath.com, que em uma tradução livre seria ‘morte-de-michael-jackson-foi-forjada.com’. O texto inicial pode até convencê-lo: são mais de 140 motivos para duvidar da morte de Michael, de trocas de nomes, que podem perfeitamente ser meros enganos de registro, a indícios de que o cantor teria forjado sua morte para fugir da falência bancária, já que a família Jackson conseguiu quitar todas as dívidas deixadas pelo astro e ainda saiu com um lucro que ultrapassa os 500 milhões de dólares – só com músicas, discos relançados e singles faturaram US$ 429 milhões e com o documentário ‘This is It’ vieram mais US$ 392 milhões, fora o dinheiro que veio com outros produtos.

MJ não morreu
Dentre tantas viagens levantadas para defender que Michael Jackson ainda estaria vivo, as melhores teorias se baseiam em uma foto do cantor durante o processo de ressucitação: uma foto em boa resolução, que o mostra dentro da ambulância com vidro escuro. Impossível? Provavelmente uma foto forjada, já que, se fosse verídica, o fotógrafo apareceria refletido no vidro.

Após a autópsia do suposto corpo, um cirurgião plástico mostrou que o relatório oficial continha informações equivocadas sobre procedimentos cirúrgicos realizados pelo cantor. O texto do Instituto Médico Legal diz que o corpo tido como o de Jackson apresentava cirurgias plásticas na orelha, uma das poucas partes do corpo em que o cantor não mexeu. Já sobre plásticas no nariz o relatório não diz nada.

Um outro fato interessante foi a aparição de um amigo de Michael no programa do apresentador Larry King, na CNN norte-americana, durante a semana de seu enterro. Dave Dave também sofria com problemas de pele e tinha o rosto deformado por doenças crônicas; certa semelhança física é apontada entre ambos e muitos acreditam que quem morreu foi este amigo. O ‘Dave Dave’ que conversou com Larry King seria, então, o próprio Michael disfarçado.

Muitas das fotos apresentadas como provas de que o cantor morreu são proveniente da agência ‘The National Photo Group’. Para os descrentes da morte, a agência fabricou provas do óbito de Jackson, dando cobertura ao astro em sua busca por uma vida tranquila. Para este grupo que vê teorias conspiratórias em tudo, não há dúvida de que é tudo montagem.

Você vê a loia ali no meio? Dizem por aí que era MJ disfarçado.

Você vê a loia ali no meio? Dizem por aí que era MJ disfarçado.

Amigos intímos
Agora reflita um minuto. Quem melhor do que um amigo próximo para dizer se Michael Jackson está vivo ou não? O paulista Dirceu Jackson diz ter certeza de que o Rei do Pop não morreu. “Foi tudo planejado desde 1989, isso é evidente”, afirma, categoricamente, zombando de quem possa crer, ingenuamente, que seu amigo pessoal esteja morto.

Dirceu conta que, antes do sumiço, conversou com o cantor pelo MSN e ele lhe avisou de que a turnê prevista para julho de 2009 talvez não acontecesse. “Eu ia no show, em Londres. Alguns dias antes do sumiço, o Michael me disse: ‘Acho que nem vai ter show’.” Era o descanso previsto desde 1989, quando Michael lançou o single ‘Leave me alone’.

O esquema, segundo Dirceu, estava combinado com toda a família do cantor. Até o choro dos filhos de Michael, durante o funeral, seria “fruto da emoção do momento”. Desde junho passado, Dirceu mantém um blog em que fala sobre os fatos que provam que MJ não morreu. Ele conta ainda que possui um arquivo com mais de 100 fotos e cerca de 15 vídeos que mostram aparições do cantor após sua “morte”.

O astro está vivo e, segundo Dirceu, planeja uma volta gloriosa na época de seu aniversário, em agosto, quando deve ser lançado o disco Ressurreição, com 12 canções inéditas, entre elas o single ‘Live ou Dead’, uma provocação, afirma o amigo e fã.

Pena que, no caso do Rei do Pop, sua morte rendeu bem mais do que quando ele estava vivo. A morte quitou suas dívidas e ainda apagou as lembranças de seus processos e escândalos. Para quê voltar?

Matéria escrita e publicada no Especial 1 ano sem Michael Jackson do RedeTVi.

Países definem ‘governo digital’ como meta

Em evento no Brasil, representantes de 26 nações defendem sistema eletrônico aberto para facilitar elo entre poder público e a sociedade

Investir em sistemas de comunicação abertos para garantir uma maior interação on-line entre as esferas governamentais e a sociedade civil, facilitando serviços e informações oficiais à população por meio da internet. Esse foi um dos desafios assumidos por representantes de 26 países na declaração final do Encontro Global de Interoperabilidade entre Governos 2010, no Rio de Janeiro.

O evento, realizado em maio, destacou a importância da interoperabilidade (integração entre sistemas operacionais) na ajuda a governos para que atinjam suas metas de desenvolvimento nacional, a cinco anos do cumprimento previsto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fixados pela ONU e em cenário de pós-crise econômica.

No Brasil, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, órgão do Ministério do Planejamento que atua em parceria com o Grupo de Governança Democrática do PNUD, aposta na garantia de uma maior interação entre as esferas governamentais e a sociedade civil. Entre os recursos on-line oferecidos à população está o portal Governo Eletrônico.

Segundo a diretora do Departamento de Integração de Sistemas de Informação do Ministério do Planejamento, Nazaré Lopes Bretas, governo eletrônico pode ser traduzido como “o funcionamento do poder público em meios eletrônicos”.

“O governo eletrônico é uma política contínua, existe uma discussão permanente para melhorar os serviços, a integração entre bancos de dados e a troca de dados públicos entre instituições”, acrescenta Nazaré, responsável por um dos departamentos integrados na implantação e melhoria dos serviços de governo eletrônico.

Como parte dos trabalhos, foi lançado o site brasil.gov.br, que ajuda o cidadão a localizar os diversos serviços oficiais on-line. “Antes, era difícil saber onde cada serviço poderia ser acessado. O principal objetivo do portal é identificar onde está cada coisa”, completa a diretora do Departamento de Integração de Sistemas de Informação do governo federal.

Nazaré explica, por exemplo, que quando alguém se inscreve no ProUni (Programa Universidade para Todos) pela internet ou faz uma solicitaçãoon-line para o Bolsa Família, está fazendo uma transação “de governo eletrônico”.

As ações para implementação dos serviços de governo eletrônico existem no país desde 2000, quando foi criado um grupo de trabalho interministerial para desenvolver estratégias, propor políticas e diretrizes relacionadas às formas digitais de interação entre governo e cidadãos.

RG digital
Os projetos do Grupo de Trabalho de Governo Eletrônico vão desde a catalogação e ampliação dos serviços oferecidos no meio digital até a ambiciosa proposta de oferecer a cada brasileiro um Registro de Identificação Civil (RIC), um RG eletrônico, com aparência semelhante à de um cartão de crédito e que contenha dados como número do RG, CPF, título de eleitor, além de um chip onde ficariam registradas informações sobre tipo sanguíneo, peso, altura, e ainda dados trabalhistas, previdenciários e criminais.

Nazaré lembra que esse é um projeto de longo alcance, em parceria com o Instituto Nacional de Identificação. “Iniciativas como essa levam muito tempo. O México tem um projeto parecido que demorou cerca de 6 anos, enquanto outros tiveram duração superior a 9 anos. O projeto brasileiro está desenhado para durar 5 anos.”

O decreto que regulamenta a implantação do RIC foi assinado no começo de maio e é considerado o marco zero do projeto. Seus custos ainda estão sendo calculados. A diretora do Departamento de Integração de Sistemas de Informação acredita que a iniciativa representará “um novo tempo na utilização de serviços de governo eletrônico”.

Com informações pessoais digitalizadas, o cidadão poderá fazer transações com maior confiabilidade. “O RIC também pode ampliar a qualidade de vida das pessoas, por elas não precisarem ir às instituições públicas a todo momento. O aposentado poderá evitar a fila do INSS, por exemplo.”

Nazaré acredita ainda que, com a possibilidade de realizar diversas operações pela internet, o processo se tornará mais ágil e deve melhorar a relação entre governo e sociedade civil. “O cidadão terá tempo de fazer outras coisas, e os órgãos públicos conseguirão evitar processos burocráticos”, acrescenta.

Inclusão digital
No entanto, ela diz que a digitalização de dados enfrenta “o fantasma do controle social”, além da dificuldade de incluir todos os brasileiros no ambiente eletrônico. Para solucionar o primeiro caso, foi criado um Comitê Constitucional que vai monitorar os trabalhos e avaliar as condições de gestão do ambiente.

Já o segundo problema é mais complicado, pois envolve um grande esforço para a inclusão digital da população: “fazer com que o governo eletrônico chegue a todos os cidadãos é uma parte importante da discussão, por isso existe a vertente de continuar investindo para que mais brasileiros tenham acesso à internet”.

Os centros públicos de acesso e o Plano Nacional de Banda Larga, também lançado no começo deste mês, fazem parte dos esforços do Grupo de Trabalho de Governo Eletrônico, que, no Encontro Global de Interoperabilidade entre Governos, apresentou o caso da cidade fluminense de Piraí, a primeira “digital” brasileira. Os 520 quilômetros quadrados do município, que tem cerca de 25 mil habitantes, então inteiramente cobertos por uma rede de internet banda larga.

Nazaré conta que o Ministério do Planejamento convidou a cidade a realizar o trabalho de cobertura digital. “A experiência foi desenvolvida de forma impressionante, e hoje Piraí é uma cidade digital madura.”

O exemplo do Acre, que se esforçou para criar uma rede de banda larga em mais de mil localidades e remodelou seus portais para melhor atender os cidadãos também foi citado no evento.

Saiba mais:
Acesse o relatório final do encontro, em inglês.

Texto escrito no final de maio e publicado hoje no site do PNUD/ONU, pela PrimaPagina.

Dia do Meio Ambiente: pequenos esforços

Apesar dos grandes esforços internacionais, é mais fácil conseguir resultados com pequenas atitudes do que esperar pela diplomacia oficial. Dia 5 de julho é o Dia Mundial do Meio Ambiente, mas não adianta lembrar na saúde do planeta apenas por um dia e destruí-los nos outros 364. Atitudes simples como separar o lixo seco do orgânico, utilizar ecobags ao invés de sacos plásticos ou passar cinco minutos a menos embaixo do chuveiro fazem bem ao planeta e ao seu bolso. Reeducar a forma como agimos e consumimos pode ser a grande solução para os problemas ambientais.

A consultora de marketing sustentável e blogueira Karina Marinheiro dá a dica: “questione qual a procedência do produto [que você consome], reflita se realmente precisa dele e se não há uma alternativa mais sustentável.” Karina destaca que não existe nenhuma atitude com impacto zero, mas sempre é possível buscar o menor impacto. “Se cada pessoa refletisse sobre os impactos que suas ações geram, para ela e para o mundo, com certeza teríamos atitudes mais equilibradas, mais sustentáveis. A sustentabilidade está no equilíbrio entre os três pilares: econômico, social e ambiental.”

Um banho de ducha de 15 minutos gasta, em média, 171 litros de água, são 11,4 litros por minuto. De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender necessidades de consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia, afinal, aqui muita gente gasta isso só no banho. No chuveiro, outra dica é desligar a torneira enquanto você se ensaboa. O mesmo vale para a escovação dentária e o barbear.

Na hora de descartar seus resíduos, lembre-se de que, no Brasil, cada pessoa gera, em média, um quilo de lixo por dia. São 55 trilhões de quilos por ano e 91% desse lixo vai parar em lixões e aterros sem sempre sanitários. A separação do lixo reciclável gera dinheiro e ajuda o meio-ambiente. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil lucraria cerca de R$ 8 bilhões por ano com a reciclagem consciente (a coleta seletiva atualmente movimenta R$3 bilhões por ano).

Apesar de parecer pouco, o Brasil apresenta índices elevados de reciclagem, mesmo quando comparado com países desenvolvidos. O Reino Unido, por exemplo, também recicla apenas 8% de seu lixo. Nosso país é o segundo que mais recicla alumínio: 89% do alumínio consumido aqui é reciclado, perdendo apenas para a Alemanha, que recicla 97% – segundo dados de 2008 do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre).

Dados do IBGE apontam que a reciclagem vem crescendo no Brasil. Apesar de apenas 14% da população ter acesso a serviços de coleta seletiva, a reciclagem de papel subiu de 38,8% em 1993 para 43,9% em 2002 e a de alumínio passou de 50% para 89%. A reciclagem de garrafas PET cresceu 18,6% de 1994 a 2007.

Nas escolas, as crianças já recebem aulas sobre reciclagem, consumo consciente e educação ambiental, mas é importante que você incentive seus filhos a separar o lixo, economizar água e luz. Um mundo melhor passa por uma mudança de pensamento de toda a população, e investir nas crianças é garantia de bons resultados.

Esta matéria começa AQUIDia do Meio Ambiente: esforços internacionais.

Texto escrito no final de maio de 2010 para o Portal Vital, da Unilever, e publicado na primeira semana de junho. A versão editada está disponível no site, cujo acesso é restrito a usuários cadastrados. Atribui uma data aleatória para a publicação do texto aqui no blog, apenas para mantê-lo como registro.

Dia do Meio Ambiente: esforços internacionais

No próximo dia 5 de junho será comemorado pela 38ª vez o Dia Mundial do Meio Ambiente . A data foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, marcando a abertura da 1ª Conferência Mundial de Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia. Foi a primeira reunião global para discutir a responsabilidade e o papel de cada país na contenção ao descontrole ambiental, que começava a se tornar preocupante.

A ecologia entrou para a pauta de discussões internacionais depois que um acidente no navio petroleiro Torrey Canion derramou 123 mil toneladas de óleo na costa da Inglaterra, em 1967. O mundo então passou a pensar alternativas que permitissem atingir o desenvolvimento econômico sem destruir os recursos naturais do planeta. A criação do Dia Mundial do Meio Ambiente se deu para chamar atenção dos povos e dos políticos à necessidade de aumentar a conscientização e a preservação ambiental, a fim de evitar mais desastres.

No âmbito das relações internacionais, foram realizadas diversas Conferências e encontros globais para discutir assuntos relacionados à preservação ambiental, como os Protocolos de Montreal e Kyoto, e também as Conferências Climáticas (a última realizada em Copenhagen, em dezembro do ano passado). A primeira Conferência, em Estocolmo, reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, e a principal pauta foi a degradação que o homem vinha causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência.

Muitas das decisões ali tomadas não saíram do papel, mas a data foi importante para abrir as discussões sobre meio ambiente, sustentabilidade e preservação. No Brasil, o trabalho de preservação ambiental começou em 1974, quando foi criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente (hoje Ministério do Meio Ambiente).

Já o Protocolo de Montreal, assinado em 1987 no Canadá, foi o mais bem sucedido acordo ambiental e é visto como um exemplo a ser seguido. O acordo já foi assinado por mais de 190 países, que se comprometeram a reduzir a emissão de gases nocivos à camada de ozônio. De lá pra cá, as emissões mundiais desses gases já caíram 97%.

Para controlar as emissões de gases estufa, o Protocolo de Kyoto, assinado em 1992 e retificado em 1997, estabeleceu metas para controle e redução desses gases e tem cerca de 180 países signatários. No entanto, os atuais maiores poluentes mundiais, EUA e China, não assinaram o acordo.

A professora Sâmia Maria Tauk-Tornisielo, coordenadora do curso de pós-graduação em sustentabilidade ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ressalta que é fundamental para o futuro conter o avanço do efeito estufa. “Para minimizar tudo isso é preciso conter rapidamente a expansão demográfica, controlar a emissão dos gases estufa e aumentar as áreas verdes. Uma mudança de comportamento da população é fundamental. Na Alemanha, por exemplo, eles tem incentiva o uso de bicicletas, que não poluem o ar.”

A professora destaca que os acordos internacionais muitas vezes não surtem muito efeito e chegam a ser desrespeitados até pelos países signatários. Sâmia acredita que nosso planeta precisa rever a forma como consome: “precisamos repensar o modo como vivemos, compramos e nos comportamos no dia-a-dia. A velocidade de degradação tem sido muito rápida. O governo poderia ressarcir financeiramente as pessoas que colaboram com o meio-ambiente, quando você meche com o bolso as coisas funcionam.”

Esta matéria continua AQUIDia do Meio Ambiente: pequenos esforços.

Texto escrito no final de maio de 2010 para o Portal Vital, da Unilever, e publicado na primeira semana de junho. A versão editada está disponível no site, cujo acesso é restrito a usuários cadastrados. Atribui uma data aleatória para a publicação do texto aqui no blog, apenas para mantê-lo como registro.

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